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Operação da Receita Federal: 16 empresas do Vale do Paraíba são vítimas de falsa consultoria

Falsa consultoria tributária que causou prejuízo de R$ 450 milhões é alvo da ação realizada na manhã desta quinta-feira (24)

Redação Band Vale
REDAÇÃO BAND VALE

24/04/2025 • 10:50 • Atualizado em 24/04/2025 • 10:50

Operação da Receita Federal: 16 empresas do Vale do Paraíba são vítimas de falsa consultoria

Operação da Receita Federal: 16 empresas do Vale do Paraíba são vítimas de falsa consultoria

Divulgação/ Receita Federal

Cerca de 16 empresas do Vale do Paraíba estão entre as vítimas de uma falsa consultoria tributária que causou prejuízo de R$ 450 milhões e que também é alvo de uma operação da Receita Federal e da Polícia Federal, realizada na manhã desta quinta-feira (24).

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A ação, denominada Operação “Obsidiana”, cumpriu mandados de busca e apreensão em Guaratinguetá. Segundo as informações, a organização investigada oferecia economia tributária indevida e também há indícios de que uma empresa ligada ao grupo tenha sido aberta para dificultar o rastreamento de valores recebidos.

O objetivo desta fase da investigação é reforçar o conjunto de provas relativo a falsa consultoria, que aplicava golpes ao negociar direitos creditórios inexistentes com o argumento enganoso de que estes poderiam ser utilizados para a quitação de tributos federais.

A abrangência das fraudes alcança compensações tributárias de 496 contribuintes de 173 cidades, em 21 estados de todas as regiões do país, no montante de R$ 451.571.960,47.

Oito delas são de São José dos Campos, duas de Taubaté e duas de São Sebastião. Veja a lista completa:

  • São José dos Campos - 8 empresas - Prejuízo total: R$6.498.959,67
  • Taubaté - 2 empresas - Prejuízo total: R$276.184,56
  • São Sebastião - 2 empresas - Prejuízo total: R$1.630.433,68
  • Guaratinguetá - 1 empresa - Prejuízo total: R$131.288,96
  • Jacareí - 1 empresa - Prejuízo total: R$9.884,90
  • Santa Branca - 1 empresa - Prejuízo total: R$36.036,81
  • Ubatuba- 1 empresa - Prejuízo total: R$162.926,97

Há suspeitas de que uma empresa (fintech), criada pelo líder da organização, possa ter sido usada para movimentar recursos obtidos com o esquema. O objetivo seria dificultar as ações de ressarcimento por parte dos contribuintes lesados e o monitoramento das operações pela Receita Federal por meio da e-Financeira.

Cerca de 26 auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal estão cumprindo 10 mandados de busca e apreensão em residências e em escritórios de investigados e de pessoas ligadas à suposta organização criminosa nos municípios paulistas de Arujá, Bragança Paulista, Guaratinguetá e São Paulo.

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