Um corpo foi encontrado na tarde desta sexta-feira (17) durante as buscas pela cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, desaparecida há 17 dias. Segundo informações da Polícia Civil do Litoral Norte, o corpo foi localizado na região da Serra da Água, em Angra dos Reis (RJ), onde equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião e do BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de SP) participam das diligências.
A Polícia ressaltou que ainda é cedo para confirmar oficialmente a identidade da vítima. O corpo será submetido a exames periciais e de identificação, que deverão confirmar se a vítima é, de fato, Berenice. As buscas em Angra dos Reis fazem parte da investigação conduzida pela Polícia Civil de Ubatuba, que também realiza diligências em Ubatumirim e Paraty (RJ).
O caso
A cozinheira desapareceu no dia 30 de junho, após sair do restaurante onde trabalhava. O boletim de ocorrência foi registrado pelo filho da vítima, que informou que o último contato com a mãe ocorreu em 29 de junho.
A mulher morava em uma pousada no bairro Ubatumirim. De acordo com o registro policial, no dia 30 de junho, entre 15h e 16h, ela recebeu uma carona da proprietária do estabelecimento, que afirmou tê-la deixado no trevo da rodovia, também em Ubatumirim. Desde então, a cozinheira não foi mais vista.
A principal suspeita do caso é uma empresária de 46 anos, presa temporariamente desde o último dia 10. A investigação aponta contradições em seus depoimentos e reúne provas como vestígios de sangue encontrados em sua caminhonete, apreensão de armas de fogo e outras evidências que seguem sendo analisadas.
Ainda conforme o filho, a vítima não possuía dependência química nem apresentava qualquer condição que pudesse justificar o desaparecimento.
A reportagem da Band Vale falou com familiares de Berenice, que apontou que a patroa pode ter matado a cozinheira por uma dívida trabalhista, cobrada por Berenice.
Vestígios de sangue
A investigação ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (17). Isso porque cães farejadores da Polícia Militar encontraram vestígios de sangue no carro da patroa de Berenice. Segundo apuração da TV Band Vale, dois laudos ainda estão em andamento, sendo que um deles, feito com os cães farejadores, apontou a presença de sangue na caminhonete.
Com o apontamento feito pelos cães, os peritos que atuam na investigação utilizaram luminol no veículo e foi constatado que havia sangue na caminhonete, sendo que a maior concentração foi encontrada no banco do carona.
O luminol é uma espécie de reagente químico e constantemente utilizado pela Polícia Científica em investigações criminais. Ele serve para detectar vestígios de sangue que são invisíveis a olho nu. Ao ser borrifado, caso haja sangue no local, o líquido fica com um brilho azul fluorescente.
Ambos os laudos da Polícia ainda não foram finalizados. A expectativa é que eles sejam concluídos nos próximos dias.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

