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Polícia investiga morte de bebê de 10 meses em UPA de São José dos Campos

Caso ocorreu na UPA Campo dos Alemães nesta segunda-feira (27); a suspeita inicial da Polícia Civil é de broncoaspiração enquanto a criança dormia

REDAÇÃO BAND VALE
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28/04/2026 • 17:39 • Atualizado em 28/04/2026 • 17:39

Polícia investiga morte de bebê de 10 meses em UPA de São José dos Campos

Polícia investiga morte de bebê de 10 meses em UPA de São José dos Campos

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A Polícia Civil de São José dos Campos investiga a morte suspeita de um bebê de 10 meses, ocorrida na manhã desta segunda-feira (27), na UPA do Campo dos Alemães. A criança chegou à UPA com parada cardiorrespiratória após ser encontrada sem reação em sua casa, no bairro Parque dos Ipês.

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Apesar das manobras de reanimação realizadas pela equipe médica, o bebê morreu. O caso foi registrado como "morte suspeita" e "morte súbita, sem causa determinante aparente".

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe médica observou sinais de cianose (coloração arroxeada) nas extremidades, palidez e presença de lesões cutâneas com sangramento no corpo do bebê. O diagnóstico provisório registrado no prontuário indica insuficiência respiratória, tendo como causa provável a broncoaspiração.

Broncoaspiração é a entrada acidental de saliva, alimentos, líquidos ou vômito nas vias aéreas (traqueia e pulmões) em vez de irem para o esôfago, podendo causar tosse, engasgos, pneumonia grave e até óbito.

O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal pela URBAM para a realização de exames periciais que devem determinar a causa exata da morte. O caso foi encaminhado ao 3º Distrito Policial de São José dos Campos e à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para a continuidade das investigações.

Prefeitura de SJCampos

Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos informou que não houve negligência por parte da UPA Campo dos Alemães, e todos os protocolos clínicos foram seguidos. O bebê foi atendido 3 vezes na unidade.

“No primeiro atendimento, em 21 de abril de 2026, a criança apresentou tosse seca e rouquidão. Estava em bom estado geral, sem febre e sem sinais de gravidade. Recebeu medicação, realizou exame de raio-X do tórax, que não apontou alterações, e apresentou melhora após o atendimento. A criança foi liberada e os pais receberam as orientações médicas para seguirem.”

“No dia 25 de abril de 2026, retornou à unidade com queixa de náuseas, vômitos e tosse. Foi novamente avaliada, realizou exames e recebeu medicação. Não foram identificados sinais de infecção ou gravidade. Os pais foram orientados sobre os cuidados e os sinais de alerta, com recomendação de retorno em caso de piora.”

“Já em 27 de abril de 2026, a família retornou à UPA relatando que encontrou a criança desacordada e com coloração arroxeada nas extremidades. A equipe iniciou imediatamente os procedimentos de emergência, com tentativa de reanimação e suporte intensivo.”

Secretaria de Saúde de SJCampos

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos também divulgou nota sobre o caso.

A Secretaria de Saúde informa que a criança que veio a óbito possuía histórico de nascimento prematuro, com 35 semanas de gestação, além de baixo peso ao nascer (2.308 g) e gestação gemelar. A gestação foi considerada de alto risco, com intercorrências de saúde materna. Após o nascimento, o bebê apresentou dificuldades iniciais, como baixo tônus muscular e desconforto respiratório, necessitando de suporte especializado e encaminhamento para unidade de terapia intensiva neonatal. Durante o acompanhamento na Unidade Básica de Saúde, foram registradas dificuldades na continuidade do cuidado, com faltas em consultas de rotina importantes para o desenvolvimento infantil. Também foram observadas situações que exigem atenção, como: atraso no calendário de vacinação, não realização de exames de controle indicados, introdução precoce de alimentação inadequada.

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