
Preço da cesta básica no Vale do Paraíba tem leve alta em fevereiro
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O custo da cesta básica familiar no Vale do Paraíba registrou uma alta de 0,21% em fevereiro de 2026, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (UNITAU). O valor médio da cesta, que em janeiro era de R$2.839,55, subiu para R$2.845,54 no último mês.
A pesquisa, que monitora 44 itens de alimentação, higiene e limpeza em 16 supermercados da região, revela que o custo de vida para uma família de cinco pessoas segue impactando o orçamento. Atualmente, o gasto com esses itens básicos compromete 35,11% da renda de uma família que recebe cinco salários-mínimos.
Entre os municípios pesquisados, Campos do Jordão continua no topo da lista com o maior valor: R$ 2.987,05. A cidade também registrou a maior alta mensal, com avanço de 0,62% nos preços.
Por outro lado, Taubaté apresenta o custo mais acessível para o consumidor, com a cesta saindo por R$ 2.784,81. A diferença entre a cidade mais cara e mais barata chega a R$202,24, uma variação de 7,26% entre os municípios.
São José dos Campos foi a única cidade a apresentar redução no mês (-0,26%), com a cesta custando R$ 2.801,91.
Apesar da alta em fevereiro, o balanço dos últimos 12 meses (fevereiro de 2025 a fevereiro de 2026) mostra uma queda acumulada de -1,73% no preço da cesta básica na região. A cesta está R$ 50,15 mais barata do que no mesmo período do ano passado.
O que ficou mais caro:
Abobrinha (+23,58%): O maior aumento do mês, causado por chuvas intensas que reduziram a oferta.
Ovos brancos (+17,66%): Alta influenciada pelo início da Quaresma e pela recomposição de preços após meses de queda.
Feijão carioquinha (+13,30%): Reflexo do atraso na colheita e incidência de pragas no Sudeste e Centro-Oeste.
Alface (+12,42%): Perdas no "cinturão verde" devido ao excesso de chuvas.
O que ficou mais barato:
Mamão Formosa (-17,99%): Maior oferta devido ao período favorável de colheita.
Tomate (-11,92%): Entrada de novas safras no mercado após meses de alta.
Açúcar refinado (-5,49%): Transição de safra e baixa demanda após o Carnaval
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