A Prefeitura de São José dos Campos concluiu o processo de licitação para a construção de uma nova galeria de águas pluviais na Rua Felisbina de Souza Machado, na zona sul da cidade. De acordo com o edital, o investimento total é estimado em R$ 8,7 milhões.
A empresa vencedora foi a Terrax Construções Ltda., e o contrato foi assinado no dia 6 de abril de 2026. Agora, a administração aguarda os trâmites internos para a emissão da ordem de serviço e o início das obras.
O prazo de execução será de 12 meses, a partir da ordem de serviço, com vigência contratual de até 15 meses. A obra prevê a reconstrução da galeria de águas pluviais após o colapso de trechos da estrutura, que provocou a abertura de crateras na via.
Os trabalhos incluem a implantação de uma nova rede de drenagem, com instalação de tubos de aço corrugado por método não destrutivo, além de serviços como escavação controlada, estabilização do solo e recuperação da via.
Também estão previstos dispositivos de drenagem, como poços de visita e tampões, além do fornecimento de materiais, mão de obra e equipamentos. A intervenção tem como objetivo restabelecer o sistema de drenagem, evitar novos desmoronamentos e garantir mais segurança para moradores e motoristas que passam pelo local.
Relembre o caso
34 apartamentos e duas casas foram interditados na segunda-feira (9/2), após uma nova cratera se abrir no sábado (7/2), no bairro Jardim Imperial, em São José dos Campos.
Segundo a Defesa Civil, 156 pessoas estão desalojadas. De acordo com a administração municipal, todos os moradores foram orientados e, neste momento, estão acolhidos em casas de familiares.
A situação da cratera ainda é analisada e avaliada na manhã desta segunda-feira (9). Equipes da EDP, Sabesp e da Prefeitura de São José dos Campos estão no local.
Este é o segundo caso registrado no bairro em menos de 15 dias. No dia 27 de janeiro, um caminhão que transportava blocos de concreto caiu em uma cratera na rua Felisbina de Sousa Machado.
Ainda segundo a Prefeitura, o primeiro colapso da galeria de águas pluviais foi provocado pela corrosão de um tubo metálico, ocasionada pela presença de esgoto. As redes de gás, esgoto e água foram remanejadas, e a obra emergencial está em processo final de contratação, com prazo estimado de 90 dias para reparo.
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