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São José tem ponto de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas

A coleta é um dos recursos para a identificação e localização de pessoas desaparecidas.

4 min

25/08/2026 10:17 • Atualizado há 61 dias

São José tem ponto de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas

Começou nesta semana a mobilização nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. São José dos Campos tem um ponto de coleta.

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A coleta é um dos recursos para a identificação e localização de pessoas desaparecidas. Ao ser coletado, o DNA dos parentes possibilita a comparação com perfis genéticos de pessoas encontradas, vivas ou falecidas, cuja identidade seja desconhecida.

Os perfis genéticos dos familiares são cruzados com os bancos de DNA estaduais e nacional, o que amplia as possibilidades de identificação e localização. O ponto de coleta em São José dos Campos fica na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, na Vila Industrial.

Realizado por órgãos periciais oficiais, o procedimento não tem custo, é rápido e indolor. O profissional utiliza um cotonete na parte interna da bochecha para coletar a amostra. Não é necessário colher sangue.

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“É um trabalho que o MJSP tem feito para estimular a coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas, com o objetivo de ampliar a possibilidade de identificação de pessoas”, disse o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas, durante coletiva de imprensa, em Brasília.

“Estamos atuando nos 27 estados com oito postos de coleta a mais em relação ao ano passado”, acrescentou.

Comparação de perfis genéticos

A partir da criação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), em 2013, a iniciativa de comparar os perfis de familiares e pessoas desaparecidas resultou em 815 identificações. Com a necessidade de ampliar esse cenário, mobilizações nacionais passaram a ser realizadas a partir de 2021.

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De 2013 até a primeira edição, 102 pessoas desaparecidas haviam sido identificadas. No entanto, em apenas três edições da mobilização (2021, 2024 e 2025), foram 112 identificações, mesmo sem mobilizações em 2022 e 2023.

A ampliação também pode ser observada na quantidade de perfis genéticos disponíveis para comparação atualmente. Desde 2021, o número de perfis de pessoas desaparecidas, vivas ou falecidas, inseridos nos bancos de dados da rede integrada aumentou de cerca de 3 mil para mais de 14 mil. Até julho de 2026, também foram cadastrados mais de 10 mil perfis genéticos de familiares.

“A gente vê a mobilização como uma possibilidade de resposta. Então, durante a semana, pedimos que os esforços sejam concentrados para avisar às pessoas, aos amigos, conhecidos e a quem tem um familiar desaparecido, para que doe o seu material genético”, disse a técnica da Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas da Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública do MJSP, Simone de Jesus.

Apesar da força-tarefa realizada durante a mobilização, não há prazo limite para a coleta. Os familiares podem doar amostras a qualquer momento, independentemente do tempo que o parente esteja desaparecido. Contudo, é necessário ter um boletim de ocorrência registrado. Se não o tiver, a família pode procurar a delegacia mais próxima para registrá-lo.

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Se a pessoa desaparecida vier a ser identificada, será elaborado um laudo oficial de identificação, que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A partir disso, a equipe policial entrará em contato diretamente com a família para informar e orientar sobre os próximos passos.

Na prática

Para realizar a coleta de DNA, os familiares devem dirigir-se a um posto e apresentar um documento de identificação, bem como as informações do boletim de ocorrência do desaparecimento (número, estado de registro e delegacia). É recomendável, mas não obrigatório, levar uma cópia do boletim. Quem já fez a coleta não precisa repetir o procedimento.

Recomenda-se que a doação seja realizada por familiares de primeiro grau, de preferência na seguinte ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor; e, por fim, irmãos biológicos — filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

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Caso não seja possível seguir a ordem sugerida, outros familiares poderão ser considerados. Crianças podem doar material genético, desde que acompanhadas do responsável legal.

Serviço

  • São José dos Campos
  • Instituição: IML. Núcleo de São José dos Campos.
  • Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 7575 - Vila Industrial, São José dos Campos - SP,
  • CEP 12220-000
  • Telefone 1: (12) 39024699

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