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Super El Niño pode encarecer alimentos e energia no Vale do Paraíba

Entenda como o fenômeno El Niño afeta a economia e os consumidores da região

REDAÇÃO BAND VALE
REDAÇÃO BAND VALE

09/06/2026 • 16:57 • Atualizado em 09/06/2026 • 16:59

O fenômeno climático conhecido com "Super El Niño", previsto para o segundo semestre deste ano, pode provocar desequilíbrios severos nos regimes de chuva que podem resultar em perdas na produção agrícola e elevar consideravelmente o custo de vida da população.

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O economista e professor Edson Trajano afirma que “os climatologistas têm trabalhado com possibilidades de 80% de chance de o El Niño estar presente no segundo semestre no Brasil”. O fenômeno costuma causar excesso de chuvas na região Sul e escassez hídrica nas regiões Norte e Nordeste, além de alterar o ciclo de precipitações no Sudeste e Centro-Oeste.

Agricultura e alimentação

Essas variações danificam o processo de produção agrícola, reduzindo a oferta de produtos no mercado. Como consequência direta, os preços dos alimentos tendem a subir, impactando o orçamento das famílias.

Trajano destaca que essa conta é paga principalmente pela população mais pobre, que compromete uma fatia maior de sua renda com a aquisição de itens básicos de sobrevivência.

Aumento na conta de luz e energia elétrica

Mesmo que os efeitos físicos do fenômeno não atinjam diretamente o Vale do Paraíba, a economia regional sentirá os reflexos nacionais. Um dos pontos mais sensíveis é o custo da energia elétrica.

A falta de chuvas em regiões que abastecem os reservatórios das usinas hidrelétricas pode forçar o acionamento de usinas termoelétricas. "Isso provoca um aumento da utilização das termoelétricas, resultando em mais poluição para o meio ambiente e preços mais elevados para os consumidores", explicou o economista.

Meio ambiente e políticas públicas

Para o especialista, a frequência de tragédias ambientais torna urgente que o aquecimento global e as mudanças climáticas entrem definitivamente na pauta de discussões mundiais e nacionais. Em ano eleitoral, Trajano reforça que é o momento ideal para discutir formas de enfrentar os problemas decorrentes do clima e trabalhar em estratégias para mitigar seus efeitos na sociedade.

Pesquisadores do NUPS, da Unitau, seguem monitorando os preços da cesta básica na região para mensurar os impactos futuros que a passagem desse "Super El Niño" poderá trazer para o bolso do morador do Vale.