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Suspeito de matar companheira tem prisão preventiva decretada em Caçapava

O caso é investigado como feminicídio e tem como principal suspeito o companheiro da vítima, que não foi localizado até o momento

REDAÇÃO BAND VALE
REDAÇÃO BAND VALE

27/04/2026 • 12:59 • Atualizado em 27/04/2026 • 12:59

A Justiça decretou prisão preventiva do principal suspeito de um caso que é investigado como feminicídio em Caçapava. A vítima foi encontrada morta dentro da própria casa na noite de sábado (25).

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De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados inicialmente para atender a um chamado de encontro de cadáver. No local, fizeram contato com a filha da vítima, que mora em um imóvel nos fundos da mesma propriedade.

O sepultamento de uma mulher de 60 anos, assassinada dentro de casa, foi realizado na tarde de domingo (26) no Cemitério Parque das Hortênsias, em Caçapava.

O caso

A jovem relatou que havia trabalhado durante a noite e, ao retornar pela manhã, encontrou a casa da mãe fechada e sem movimentação, imaginando que ela estivesse dormindo. No entanto, ao longo do dia, a ausência de resposta e o fato de as luzes permanecerem apagadas levantaram suspeitas.

Com a ajuda de um amigo, a filha conseguiu acessar a residência pelos fundos, após perceber que uma câmera de monitoramento próxima à cozinha havia sido arrancada. Ao entrarem no quarto, encontraram a vítima deitada na cama, coberta e sem sinais vitais.

Segundo a polícia, o corpo apresentava rigidez cadavérica e sinais evidentes de agressão, como lesões no rosto, cortes no nariz, marcas nos braços e coloração arroxeada na região da face e da boca. Também foram encontrados vestígios de sangue no interior do imóvel. Não havia, a princípio, indícios de ferimentos provocados por arma branca.

Ainda conforme o registro policial, não foram constatados sinais claros de invasão, mas objetos pessoais da vítima desapareceram, entre eles o celular, chaves da residência e equipamentos de monitoramento, o que levanta a hipótese de tentativa de ocultação de provas.

Familiares informaram que a vítima mantinha um relacionamento com o principal suspeito havia cerca de três anos e que o casal tinha histórico de desentendimentos. Na noite anterior ao crime, os dois teriam discutido, e a mulher teria pedido para que o homem deixasse o imóvel.

Testemunhas relataram ainda que o suspeito foi visto nas proximidades, em um estabelecimento comercial, com manchas de sangue nas mãos. Ele teria alegado que estava ferido antes de deixar o local.

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado por feminicídio. A perícia foi realizada no imóvel e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que deve apontar a causa da morte. O suspeito segue sendo procurado.

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