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Suspeito do PCC morre em operação contra tráfico bilionário em Igaratá

Apontado como um dos principais fornecedores de cocaína da organização, homem reagiu à abordagem, trocou tiros com policiais federais e morreu durante a Operação Commodity.

REDAÇÃO BAND VALE
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24/07/2026 • 08:08 • Atualizado em 24/07/2026 • 08:56

Suspeito do PCC morre em operação da PF contra tráfico bilionário em Igaratá

Suspeito do PCC morre em operação da PF contra tráfico bilionário em Igaratá

Créditos: PF

Um dos principais alvos da Operação Commodity, da Polícia Federal, morreu durante o cumprimento de um mandado de prisão em Igaratá, no interior de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (23). Segundo a PF, o investigado reagiu à abordagem com disparos de arma de fogo contra os agentes, foi baleado, chegou a receber os primeiros socorros, mas não resistiu aos ferimentos. Nenhum policial ficou ferido.

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De acordo com as investigações, ele era integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e apontado como um dos principais fornecedores da cocaína vinda da Bolívia para o esquema criminoso desarticulado na operação. A ação em Igaratá contou com apoio de policiais militares da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que localizaram o suspeito em uma chácara.

A Operação Commodity foi deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma organização criminosa transnacional especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de dinheiro em escala bilionária. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Espírito Santo. Nove pessoas foram presas até o momento.

As investigações apontam que a quadrilha estruturou uma rede logística com atuação na América do Sul, Europa e Ásia para exportar cocaína por via marítima ao continente europeu. Desde 2021, o grupo teria enviado cerca de 6,5 toneladas de cocaína para diferentes países da Europa.

Segundo a Polícia Federal, os criminosos escondiam a droga em cargas de café, cimento e argamassa, além de utilizarem técnicas de adulteração química para dificultar a fiscalização alfandegária. O grupo também é suspeito de movimentar valores bilionários por meio de empresas de fachada, criptoativos, bens de luxo e imóveis.

A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos de pessoas físicas e jurídicas investigadas até o limite de R$ 1 bilhão. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa transnacional, tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e outros delitos que possam ser identificados durante o avanço das investigações.

PRF

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