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Tecnologia brasileira promete revolucionar o tratamento de pacientes em hemodiálise no mundo

Inovação desenvolvida por médicos brasileiros pode transformar o acesso vascular em pacientes renais e reduzir bilhões em custos para o sistema de saúde global.

Por Redação
REDAÇÃO

20/10/2025 • 18:06 • Atualizado em 20/10/2025 • 18:06

Ao todo, 5 milhões de pessoas fazem hemodiálise no mundo

Ao todo, 5 milhões de pessoas fazem hemodiálise no mundo

Divulgação/ Ministério da Saúde

Uma descoberta brasileira pode mudar a vida de pessoas que dependem da hemodiálise para sobreviver.

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O novo Solaris Drug-Eluting Stent Graft (Solaris DE) é uma tecnologia inédita, criada para evitar o fechamento dos vasos sanguíneos usados para o tratamento de hemodiálise, um dos maiores desafios da nefrologia moderna.

Atualmente, cerca de 5 milhões de pacientes em hemodiálise no planeta sofrem com a perda de patência dos vasos (quando o acesso vascular fecha), o que exige cirurgias de urgência, internações prolongadas e gera impacto financeiro para o sistema de saúde e emocional para as famílias.

No Brasil, estima-se que mais de 150 mil pessoas dependam de hemodiálise regularmente e possam ser beneficiadas por essa inovação.

O Solaris DE, desenvolvido com tecnologia nacional, combina três avanços em um só dispositivo:

• uma barreira mecânica de PTFE eletrofiado, que impede a obstrução do vaso;

• um stent autoexpansível, que mantém o fluxo sanguíneo aberto;

• e uma liberação controlada de medicamento (Sirolimus) que evita a proliferação celular e reduz a chance de o vaso voltar a se fechar.

Os resultados do estudo brasileiro multicêntrico DEScover serão apresentados em sessão plenária no maior evento mundial de cardiologia intervencionista, nos Estados Unidos, no próximo domingo (26), dentro do Endovascular Spotlight.

O estudo é liderado pelo Dr. Marco Costa, responsável pela inovação tecnológica, e será apresentado pelo Dr. Leonardo Harduin.

Segundo os especialistas, este pode ser um avanço tão revolucionário quanto o Cypher stent, que transformou o tratamento de doenças cardíacas no início dos anos 2000.

Mas, neste caso, o impacto é ainda maior, pois, diferente de uma artéria coronária que causa sintomas quando fecha, o fracasso do acesso vascular na diálise é fatal.

“É uma das raras vezes em que um avanço tecnológico pode realmente mudar a prática médica mundial, e é fruto da ciência brasileira”, destaca o Dr. Marco Costa.