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TJ mantém prisão preventiva de réus acusados de latrocínio em Jacareí

O crime aconteceu em setembro de 2025; um motorista de aplicativo de 23 anos foi assassinado

REDAÇÃO BAND VALE
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14/04/2026 • 18:01 • Atualizado em 14/04/2026 • 18:01

Carlos Eduardo de Farias tinha 23 anos

Carlos Eduardo de Farias tinha 23 anos

Reprodução/ Rede social

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva de Clayton Luiz Moreira Junior, acusado de latrocínio - roubo seguido de morte - em setembro de 2025, em São José dos Campos.

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Em comunicado, o TJ afirmou que mantém a prisão porque “há indícios de que o réu poderia interferir na instrução criminal, uma vez que, conforme informações nos autos, ele teria ameaçado testemunhas do caso […] Ademais, a medida deve ser mantida para garantir a efetividade do processo penal e a segurança pública".

Em nota, a defesa de Clayton Luiz Moreira Junior informa que acompanha o andamento do processo e sustenta que a prisão ocorreu de forma irregular, sem a presença dos requisitos legais do flagrante e sem ordem judicial.

Outro réu envolvido no caso, Jonathan Eduardo Sousa Goulart, também segue em prisão preventiva. Em nota, a defesa comunicou que aguarda a audiência do próximo mês, onde espera comprovar que Jonathan não teve participação no crime que culminou com a morte do motorista.

Leia as notas na íntegra:

A defesa de Clayton Luiz Moreira Junior informa que está acompanhando atentamente o andamento do processo e a recente decisão judicial, reiterando seu compromisso com a observância das garantias legais e constitucionais ao longo de toda a persecução penal. Desde o início, a defesa sustenta que a prisão ocorreu de forma irregular, sem a presença dos requisitos legais do flagrante e sem ordem judicial, além de apontar que a investigação foi iniciada com base em elementos obtidos sem a devida autorização judicial, o que compromete a legalidade das provas. Ressalta-se que a Constituição Federal assegura a presunção de inocência e o devido processo legal, sendo imprescindível que todas as etapas da persecução penal observem rigorosamente as garantias fundamentais. A defesa confia que, no momento oportuno, o Poder Judiciário reconhecerá as ilegalidades apontadas, assegurando ao acusado um julgamento justo, baseado exclusivamente em provas lícitas e produzidas sob o contraditório.

A defesa do Jonathan Eduardo Sousa Goulart esta no aguardo da audiência que será no próximo mês, onde esperamos comprovar que o Jonathan não teve participação nesse crime que culminou com a morte do motorista.

Entenda o caso

Carlos Eduardo de Farias, motorista de aplicativo encontrado morto em uma estrada de Jacareí, foi vítima de latrocínio. O corpo do jovem foi encontrado no dia 07 de setembro de 2025, dois dias depois do seu desaparecimento. Segundo a Polícia Civil, os criminosos roubaram R$ 600 da vítima assassinada.

Carlos Eduardo desapareceu no dia 5 de setembro de 2025, após sair de casa em São José dos Campos para trabalhar. De acordo com familiares, ele costumava enviar mensagens com os endereços das corridas, mas naquele dia não fez nenhum contato. Preocupada com a falta de notícias, a família jovem foi até a delegacia no dia seguinte e registrou um boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento.

Dois dias depois, o carro usado por Carlos — um Volkswagen Polo preto — foi encontrado no bairro Vila das Flores, na zona sul de São José dos Campos. Horas depois, o corpo do jovem foi localizado em uma estrada de terra na zona rural de Jacareí.

O caso é investigado como latrocínio — roubo seguido de morte. Um dos suspeitos foi preso, após ser identificado pela polícia e localizado em uma adega. Durante o interrogatório, ele confessou o crime, disse ter atirado contra Carlos e revelou o local onde o corpo havia sido deixado: às margens de uma estrada que dá acesso à represa do Jaguari, em Jacareí.

À polícia, o homem ainda disse que ele e um outro suspeito envolvido no caso já teriam viajado com o motorista de aplicativo anteriormente e por isso resolveram não só roubar, mas matar a vítima. O homem foi preso em flagrante e, após passar por audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva.

A polícia também já identificou um segundo suspeito, que teve a prisão decretada, mas segue foragido. Um terceiro possível envolvido será ouvido nos próximos dias.

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