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Trabalhadores da Avibras realizam protesto em frente à sede do BNDES no Rio de Janeiro

Os funcionários estão com 20 salários em atraso e mantêm uma greve que já dura dois anos

Redação Band Vale
REDAÇÃO BAND VALE

05/12/2024 • 10:36 • Atualizado em 05/12/2024 • 10:36

Trabalhadores da Avibras realizam protesto em frente à sede do BNDES no Rio de Janeiro

Trabalhadores da Avibras realizam protesto em frente à sede do BNDES no Rio de Janeiro

Roosevelt Cássio

Os trabalhadores da Avibras realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (5), em frente à sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Os funcionários da empresa de Jacareí estão com 20 salários em atraso e mantêm uma greve que já dura dois anos.

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De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a manifestação aconteceu por volta das 8h, como forma de pressionar o governo federal e o BNDES a liberarem recursos para investimentos na fábrica, permitindo que volte a operar e que os salários sejam regularizados.

O Jornalismo da Band Vale tenta contato com o BNDES e assim que um posicionamento for enviado essa matéria será atualizada.

Possível investidor

Após mais uma rodada de negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, o investidor interessado em comprar a Avibras propôs pagar 8% dos valores equivalentes às multas devidas aos trabalhadores. A proposta será levada para assembleia, a ser marcada nos próximos dias pelo Sindicato.

O valor oferecido equivale à correção dos saldos salariais, 13º salário e férias atrasadas. O pagamento seria feito em duas parcelas, em fevereiro e março de 2026.

O Sindicato reivindicou o pagamento da multa na íntegra, dividida em até 48 meses, mas não houve acordo. A categoria também voltou a fazer a exigência para que o nome do investidor seja revelado, porém não foi relevado.

Em relação aos salários atrasados, o investidor propôs o pagamento dividido entre uma e 13 parcelas, a partir de janeiro de 2025. A empresa oferece um abono de R$ 4.000, em substituição ao reajuste de 3,71% reivindicado pelos trabalhadores. O pagamento seria feito em janeiro e fevereiro de 2025. Também está na proposta a estabilidade no emprego até abril de 2025.

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