Última casa resiste a obras na Avenida Sebastião Gualberto em São José
No local, reside o morador que ocupa o imóvel há mais de 20 anos, desde o ano de 2003. A casa abriga uma grande família composta por quatro núcleos familiares

Uma cena inusitada chama a atenção de pedestres e motoristas que passam pela Avenida Sebastião Gualberto, em São José dos Campos.
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No local, reside o morador Márcio, que ocupa o imóvel há mais de 20 anos, desde o ano de 2003. A casa abriga uma grande família composta por quatro núcleos familiares, incluindo sua esposa, filhos, netos e animais de estimação. O casarão, embora hoje apresente sinais de deterioração estrutural, conta com um espaço amplo de oito quartos, quatro banheiros, três copas e três cozinhas.
O imóvel foi construído em uma área originalmente concedida pela União para trabalhadores da extinta rede ferroviária. Com o avanço do projeto de duplicação, a prefeitura realizou acordos e conseguiu a liberação e demolição de todas as casas vizinhas, restando apenas a de Márcio.
A permanência da família é amparada por uma disputa jurídica. De acordo com Márcio, uma pesquisa realizada pela Defensoria Pública da União (DPU) documentou que a área não pertence à União, orientando-o a ingressar com uma ação de usucapião ordinário na Justiça Estadual.
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Patrimônio histórico e danos estruturais
Além do valor sentimental e do porto seguro para a família de Márcio, a residência carrega uma importância histórica única para São José dos Campos: foi o lar de Sebastião Gualberto, a própria personalidade histórica que dá nome à avenida.
Contudo, a convivência diária com a duplicação da via tem sido difícil. As obras chegaram a encostar no muro de divisa do imóvel, e a operação de equipamentos pesadíssimos já causou trincas e rachaduras nas paredes da residência.
O posicionamento da prefeitura
A administração municipal ressaltou que, mesmo com a permanência da estrutura da casa, as obras de duplicação não serão afetadas, visto que o impasse jurídico se concentra em um trecho restrito de menos de 50 metros, estando todo o restante da avenida liberado para o avanço dos trabalhos enquanto se aguarda a definição dos prazos judiciais.
