
Dr. Rubem Citton destaca o ultrassom à beira do leito como apoio à decisão médica
TV NOTÍCIAS ASSESSORIA DE IMPRENSA- BRASIL NEWS
Em um cenário em que tempo, contexto clínico e precisão fazem diferença, o ultrassom à beira do leito vem ganhando espaço como ferramenta de apoio à avaliação médica. Usado durante a consulta ou em situações de urgência, o recurso pode ajudar a responder perguntas clínicas importantes ainda no primeiro atendimento, sem substituir o exame físico, a escuta do paciente ou os exames formais, quando eles são necessários. Na prática, o método tem sido incorporado como complemento ao raciocínio médico, tanto no consultório quanto na emergência.
O que é o ultrassom à beira do leito
Diferentemente do ultrassom tradicional, realizado em serviço de imagem e acompanhado de laudo radiológico, o ultrassom à beira do leito é usado como apoio à decisão clínica no momento do atendimento. Ele pode ajudar o médico a observar sinais imediatos em casos de dor abdominal, sintomas respiratórios, trauma, sala de parto, berçário e até guiando pequenos procedimentos.
Na definição do médico generalista Dr. Rubem Citton, o recurso funciona como um prolongamento do exame clínico. “O ultrassom à beira do leito é uma extensão, um refinamento do exame físico. Ele não entra para substituir a avaliação médica, mas para ampliar o que o médico consegue enxergar naquele primeiro momento e ajudar a organizar a conduta com mais segurança.”
Essa lógica muda o papel da tecnologia dentro da consulta. Em vez de ocupar o centro do atendimento, o exame passa a trabalhar a favor da observação clínica. Quando há necessidade de confirmação diagnóstica, investigação aprofundada ou documentação formal, os exames convencionais continuam tendo seu lugar.
Como o exame pode ajudar na consulta
No consultório, esse apoio pode fazer diferença em queixas comuns, mas nem sempre simples de avaliar. Em um quadro de dor abdominal, por exemplo, o uso do ultrassom à beira do leito pode contribuir para verificar se há líquido no abdômen, alterações urinárias, sinais de cálculo na vesícula ou achados pulmonares que ajudem a orientar os próximos passos. Tudo isso sem dor e sem exposição à radiação.
Mais do que antecipar respostas, a ferramenta pode ajudar a organizar o cuidado. Ao identificar um sinal relevante logo na consulta, o médico consegue decidir com mais clareza se o caso pede observação, exame complementar, encaminhamento ou intervenção imediata.
Dr. Citton resume esse papel de forma objetiva: “Quando o ultrassom mostra um achado importante, o exame oficial pode ser solicitado na sequência, mas o atendimento já ganha direção. Isso permite planejar o tratamento, pensar nos próximos passos e oferecer mais segurança ao paciente desde o início.”
Ultrassom à beira do leito na emergência
É na emergência que o potencial do método aparece de forma mais evidente. Em situações agudas, a possibilidade de observar sinais internos em poucos minutos pode ajudar a diferenciar quadros que exigem condutas distintas, como derrame pleural, sangramento interno, trauma e diferentes causas para a falta de ar.
Nesses cenários, a rapidez não é apenas uma vantagem operacional. Ela pode influenciar diretamente a conduta. A visualização imediata de líquido em cavidades, sinais pulmonares ou alterações que indiquem gravidade permite que o atendimento seja conduzido com mais precisão clínica.
Ao falar sobre esse uso, Dr. Citton reforça que o exame ganha peso justamente por atuar em conjunto com o raciocínio médico. “Na consulta, a ferramenta já favorece muito o atendimento. Na emergência, onde cada segundo importa, ela pode mudar o desfecho aumentando a velocidade do diagnóstico e ajudando em decisões que precisam ser tomadas em pouco tempo.”
Aplicações em diferentes cenários clínicos
Entre as possibilidades de uso, o ultrassom à beira do leito pode contribuir em avaliações respiratórias, quadros abdominais, traumas e procedimentos menores, quando a visualização imediata ajuda a orientar a conduta. Em vez de funcionar como resposta isolada, o recurso se soma à avaliação clínica para tornar o atendimento mais direcionado.
Dr. Citton destaca que a ferramenta também pode ser útil para guiar procedimentos e aumentar a segurança em abordagens pontuais. “Ele serve para enriquecer o diagnóstico clínico e, às vezes, também para guiar procedimentos. Em alguns casos, permite ver melhor a área que será abordada e decidir com mais segurança o que fazer.”
O impacto no atendimento pediátrico
Na pediatria, o uso do ultrassom à beira do leito ganha outra camada de relevância. Crianças costumam exigir abordagens mais ágeis e menos desgastantes, e isso envolve também a experiência da família durante o atendimento. Em alguns casos, a possibilidade de encurtar etapas pode reduzir deslocamentos desnecessários, tempo de espera e ansiedade.
Dr. Citton associa esse cenário a uma visão mais ampla do cuidado. “A criança não vem sozinha. Quando se atende um paciente pediátrico, atende-se também a família. E qualquer ferramenta que ajude a diminuir o tempo de espera e torne o atendimento mais claro pode fazer diferença para todos.”
Tecnologia não substitui critério clínico
Apesar do avanço, o ultrassom à beira do leito ainda não está disseminado de forma uniforme em todos os serviços. Além do acesso ao equipamento, o uso adequado da ferramenta depende de treinamento, repertório clínico e compreensão de seus limites.
No entendimento do Dr. Citton, a tecnologia só faz sentido quando permanece subordinada ao exame clínico e ao contexto do paciente. “O ultrassom à beira do leito não toma o lugar de tudo. Ele faz parte da consulta, faz parte do exame físico e ajuda o médico a enxergar melhor o que está diante dele.”
Essa formulação delimita o papel do método: ele não substitui a medicina clínica, mas pode qualificá-la quando usado com critério.
Quem é Dr. Rubem Citton
Rubem Antonio Citton Junior é médico generalista, formado em Medicina em 2008. Ao longo da trajetória, acompanhou o serviço de dermatologia da PUC até 2015 e, desde o início da carreira, atua em frentes ligadas ao cuidado clínico de queixas de pele, à urgência e ao atendimento de crianças. Também fez pós-graduação em Medicina de Urgência e Trauma e pós-graduação em Pediatria.
Hoje, atua com atendimento clínico de adultos e crianças, emergência e uso de ultrassom à beira do leito como apoio ao exame físico e à tomada de decisão clínica. Mais do que a formação técnica, sua atuação é marcada por um olhar atento ao paciente e à família, com foco em um cuidado próximo, claro e individualizado.
CRM: 32425/RS
Instagram: @drcitton Site: www.Drrubemcitton.com

Fotos: Marília Ortaça Fotografia
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