Um adolescente arremessou uma gata ao rio Paraitinga nesta quarta-feira (25) em São Luiz do Paraitinga. O caso, que aconteceu na Rua da Música, foi filmado e o vídeo foi postado nas redes sociais.
A Presidente da Associação Luizense Protetora dos Animais compareceu à delegacia de polícia da cidade, acompanhada da vereadora Sueli Carina Ivo Vieira, onde declararam que receberam o vídeo pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. O jovem é acusado de praticar ato de abuso a animais.
O jovem já foi identificado, assim como a proprietária do animal. Segundo o boletim de ocorrência, a gata pertence a uma servidora pública municipal e foi localizada na Rua da Música, sem ferimentos aparentes.
Em nota, a defesa do adolescente afirma que o adolescente e sua família estão colaborando com as autoridades e que confiam na Justiça para a adequada condução do caso.
Nota na íntegra:
A defesa do adolescente envolvido no recente episódio ocorrido às margens do Rio Paraitinga vem a público esclarecer alguns pontos relevantes diante da repercussão do caso nas redes sociais. Inicialmente, é importante destacar que se trata de um adolescente de 16 anos, pessoa em peculiar condição de desenvolvimento, sujeito às garantias previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o que impõe tratamento responsável, cauteloso e, sobretudo, respeitoso por parte da sociedade e dos meios de comunicação. A conduta praticada está sendo devidamente apurada pelas autoridades competentes, no âmbito legal apropriado, assegurando-se ao jovem o direito à ampla defesa e ao contraditório. Eventuais responsabilidades serão tratadas conforme a legislação vigente, sem necessidade de exposição ou julgamento público precipitado. Lamenta-se profundamente a forma como o caso tem sido explorado nas redes sociais, com a disseminação de comentários ofensivos, ameaças e ataques direcionados não apenas ao adolescente, mas também a seus familiares, que não possuem qualquer responsabilidade pelos fatos. Tal comportamento, além de não contribuir para a solução do caso, pode configurar ilícitos e agravar ainda mais a situação. Reforçamos que a responsabilização, quando cabível, deve ocorrer dentro dos limites da lei, jamais por meio de linchamento virtual ou incitação ao ódio. Por fim, a defesa informa que o adolescente e sua família estão colaborando com as autoridades e que confiam na Justiça para a adequada condução do caso.
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