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Embraer prevê encarecimento de R$20 bi na produção | BAND CIDADE 2ª EDIÇÃO

Em meio ao estudo de autoridades brasileiras para negociação do tarifaço com os Estados Unidos, a Embraer deixou claro que não aceita nada menos que a alíquota zero sobre as importações no setor de aviação. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (15), o CEO da Embraer, Francisco Neto, afirmou que as negociações com os Estados Unidos já estavam em andamento, pois, em abril, o governo americano impôs uma tarifa de 10% sobre as exportações brasileiras — medida que já vinha sendo considerada bastante prejudicial. Com a nova tarifa de 50%, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, o Governo Federal se reuniu com representantes do setor produtivo brasileiro para estudar formas de reverter a medida e deve iniciar negociações com os EUA. Diante desse cenário, a Embraer demonstra otimismo. Segundo o CEO, a atual taxação pode impactar severamente o setor de aviação comercial — que representa 45% das entregas da fabricante aos Estados Unidos —, levando clientes a cancelarem seus pedidos. Caso isso ocorra, as aeronaves já contratadas não poderão ser redirecionadas para outros mercados. Além disso, os contratos firmados não preveem multa por cancelamento nem ressarcimento dos valores acordados. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 2 bilhões apenas neste ano e, até 2030, pode atingir R$ 20 bilhões.