Mercedes-AMG lança SUV elétrico de 1.169 cv que vai de 0 a 100 km/h em 2,7s
Modelo terá três versões, bateria de até 128 kWh e autonomia de 700 km; vendas começam nesta terça-feira (20)

Mercedes-AMG GT SUV tem bateria de até 128 kWh e autonomia de 700 km
Mercedes-AMG/Divulgação
A Mercedes-AMG apresentou o GT SUV, seu primeiro utilitário esportivo de grande porte desenvolvido integralmente pela divisão de alto desempenho da marca. Totalmente elétrico, o modelo terá três versões, potência de até 1.169 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos, números que o colocam entre os SUVs de desempenho mais elevado. Ainda não há confirmação de lançamento no Brasil.
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O veículo é o segundo projeto baseado na arquitetura AMG.EA, plataforma criada para modelos elétricos de alto desempenho. A produção será realizada na fábrica da Mercedes-Benz em Sindelfingen, na Alemanha.
A versão de entrada, GT 53, terá pedidos abertos a partir desta terça-feira (20), com preço inicial de € 113.050 no mercado alemão. As versões GT 55 e GT 63 estão previstas para a primavera europeia de 2027.
O GT 53 utiliza dois motores elétricos, um em cada eixo, que entregam 544 cv e 800 Nm de torque combinado. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 4,2 segundos, e a velocidade máxima chega a 250 km/h.
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Nas versões GT 55 e GT 63, a Mercedes-AMG adota três motores de fluxo axial. Esse tipo de propulsor tem construção compacta e foi escolhido para atender à demanda por elevada densidade de potência. O GT 55 desenvolve 816 cv e 1.860 Nm de torque, enquanto o GT 63 alcança 1.169 cv e 2.000 Nm.
Na configuração mais potente, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos e chega a 200 km/h em 7,2 segundos. Com o pacote Driver, a velocidade máxima sobe para 270 km/h. A potência contínua declarada para o GT 63 é de 721 cv, valor inferior ao pico de 1.169 cv anunciado pela fabricante.
As versões GT 55 e GT 63 contam com tração integral AMG Performance 4MATIC+, com distribuição variável de torque. O motor dianteiro pode ser desconectado quando não é necessário, reduzindo perdas de energia. No GT 53, a lógica é semelhante: o propulsor dianteiro entra em funcionamento quando há demanda adicional por tração ou desempenho.
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A bateria utiliza células cilíndricas com resfriamento direto por líquido não condutor, solução destinada a controlar a temperatura e sustentar altas potências de carga e descarga. Há duas capacidades úteis para as versões GT 55 e GT 63: 106 kWh e 128 kWh. O GT 53 utiliza a bateria de 106 kWh.
Com a bateria de 128 kWh, a autonomia declarada do GT 63 chega a 700 km pelo ciclo WLTP. A potência máxima de recarga em corrente contínua alcança 710 kW, e a marca informa a recuperação de até 454 km de autonomia em dez minutos, dependendo das condições de carregamento. A recarga de 10% a 80% pode levar 12 minutos. Com a bateria de 106 kWh, a potência máxima de recarga é de 600 kW.
A aerodinâmica é ajustável. O spoiler traseiro ativo modifica sua posição a partir de 150 km/h, enquanto aletas na dianteira controlam a entrada de ar para equilibrar a refrigeração e a resistência aerodinâmica.
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No interior, o SUV recebe painel digital de 10,2 polegadas, tela multimídia de 14 polegadas e uma segunda tela de 14 polegadas para o passageiro. O sistema MBUX integra recursos de inteligência artificial, e as funções AMG Track Pace registram dados de telemetria para uso em circuito.
Outro recurso é o AMGFORCE Sport+, que reproduz sons gravados de motores a combustão da marca, simula trocas de marcha e utiliza vibrações nos bancos. A proposta é oferecer uma experiência sensorial semelhante à de um AMG a combustão, embora o GT SUV seja totalmente elétrico.
