Ano novo, carro novo? Guia prático para escolher dentro do orçamento

Bom momento do setor automotivo amplia as opções — e também os riscos de uma escolha mal planejada

Da redação

Por Da redação

Ano novo, carro novo? Guia prático para escolher dentro do orçamento
Ano novo, carro novo? Guia prático para escolher dentro do orçamento
Gerado por IA

Começar o ano com carro novo (ou seminovo) está entre as metas de muitos brasileiros. Mas, antes de se encantar pelo design, tecnologia embarcada ou status do modelo, é fundamental olhar com atenção para critérios técnicos e financeiros que fazem toda a diferença no bolso e na experiência de uso ao longo do tempo. 

O bom momento do setor automotivo amplia as opções — e também os riscos de uma escolha mal planejada. De acordo com dados da FENAUTO (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), as vendas de veículos seminovos e usados em 2025 já superaram todo o volume registrado em 2024, com crescimento superior a 17%, caminhando para um novo recorde histórico, com cerca de 18 milhões de unidades comercializadas no ano.

Esse aquecimento reforça a importância de o consumidor ir além da aparência e tomar decisões baseadas em critérios objetivos. Para Alan Ladeia, especialista no setor automotivo e CEO da Carflix, o consumidor precisa adotar uma postura mais racional na hora da compra:

“O erro mais comum é escolher o carro apenas pelo visual ou pelo desejo do momento. Um bom negócio começa pela análise técnica: motor, quilometragem, histórico e custo de manutenção. Esses fatores impactam diretamente no bolso ao longo dos anos.” Abaixo, o especialista indica um guia prático com 5 dicas do que avaliar antes de fechar o negócio.

  • 1. Aparência não sustenta carro: avalie o motor: por mais atraente que seja o visual, o motor é o “coração” do veículo. Verifique o tipo (aspirado ou turbo), histórico de manutenção, consumo médio e se o modelo é conhecido por problemas recorrentes. Um carro bonito, mas com mecânica sensível, pode virar dor de cabeça.
  • 2. Quilometragem precisa fazer sentido: a quilometragem deve ser compatível com a idade do veículo. Rodagens muito baixas podem indicar longos períodos parado ou até alguma alteração duvidosa; já números excessivos exigem atenção redobrada à manutenção de peças como suspensão, embreagem e correias.
  • 3. Histórico e procedência são indispensáveis: consultar se o carro já passou por leilão, sofreu sinistro ou teve múltiplos donos ajuda a evitar prejuízos futuros. Transparência na procedência é um dos principais fatores de segurança na compra.
  • 4. Custos invisíveis pesam no orçamento: seguro, consumo de combustível, valor das revisões e peças de reposição variam bastante entre modelos. Um carro barato na compra pode se tornar caro no dia a dia.
  • 5. Pense no uso real, não no ideal: o modelo deve se adaptar à rotina do motorista — seja trânsito urbano, estrada, família ou trabalho. Espaço interno, conforto e manutenção compatível com o uso fazem mais diferença do que itens de luxo pouco utilizados.
  • 6. Avalie com cuidado onde o carro está sendo comprado: tão importante quanto o veículo é o local da compra. Optar por revendas e plataformas consolidadas no mercado, com reputação, endereço físico, processos claros e garantia, reduz riscos de golpes, furtos e experiências inseguras. Negociações informais, sem contrato ou transparência, podem colocar o consumidor em situações perigosas , além de gerar prejuízos financeiros.

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