
O Volkswagen T-Cross 2027 chega ao mercado com uma importante atualização mecânica. O SUV mais vendido do Brasil passa a adotar uma transmissão automática de oito marchas nas versões equipadas com o motor 1.0 turbo 200 TSI, substituindo a caixa automática de seis velocidades utilizada desde o lançamento do utilitário esportivo.
A nova transmissão, identificada pelo código AQ300 e fornecida pela japonesa Aisin, já era utilizada no Taos, mas estreia no T-Cross exclusivamente nas configurações Sense, 200 TSI e Comfortline. A informação não foi divulgada à imprensa, mas já aparece no configurador da marca.
Segundo a Volkswagen, o novo conjunto proporciona trocas de marcha mais rápidas, funcionamento mais suave e melhor aproveitamento da faixa de torque do motor tricilíndrico turbo.
Além do ganho em eficiência, a mudança busca reduzir um comportamento frequentemente apontado por proprietários e avaliações especializadas: o atraso nas respostas ao acelerador durante retomadas e acelerações.
Apesar da nova transmissão, o conjunto mecânico permanece o mesmo. O motor 1.0 TSI flex desenvolve até 128 cv com etanol e 116 cv com gasolina, entregando 20,4 kgfm de torque com ambos os combustíveis.
Os primeiros números divulgados mostram uma leve melhora no desempenho. A aceleração de 0 a 100 km/h passa a ser feita em 10 segundos com etanol e 10,4 segundos com gasolina, tempos ligeiramente inferiores aos registrados pela configuração equipada com o antigo câmbio de seis marchas.
A Volkswagen ainda não revelou os novos índices oficiais de consumo, mas a expectativa é que a marcha adicional contribua para reduzir o giro do motor em velocidades de cruzeiro, favorecendo a eficiência energética em rodovias.
A novidade, porém, não chegou às versões Highline e Extreme. Equipadas com o motor 1.4 turbo 250 TSI, de até 150 cv e 25,5 kgfm de torque, elas seguem utilizando a transmissão automática de seis velocidades.
Na prática, as versões intermediárias com motor 1.0 turbo passam a contar com uma transmissão tecnicamente mais moderna do que as configurações mais caras da gama.
O Nivus, que compartilha o conjunto mecânico 200 TSI com o T-Cross, também ainda não recebeu a nova caixa automática, embora a expectativa seja de que essa atualização seja adotada futuramente em outros modelos da marca.
A chegada da nova transmissão também foi acompanhada por alterações na tabela de preços. Após reduzir os valores do T-Cross em cerca de R$ 10 mil no início de julho, a Volkswagen promoveu reajustes apenas nas versões beneficiadas pelo novo câmbio.
O T-Cross 200 TSI passou a custar R$ 152.890, aumento de R$ 1.400 em relação à linha anterior. Já o Comfortline 200 TSI foi reajustado para R$ 173.790, alta de R$ 1.800. As demais versões mantiveram seus preços: Sense por R$ 119.990, Highline por R$ 186.290 e Extreme por R$ 193.490.
T-Cross 2027 mantém equipamentos e liderança nas vendas
Além da nova transmissão, não houve mudanças relevantes na lista de equipamentos. O T-Cross 2027 segue oferecendo, conforme a versão, recursos como central multimídia VW Play de 10,1 polegadas, painel digital, frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, carregador de celular por indução, seletor de modos de condução e teto solar panorâmico como opcional.
O modelo segue como o SUV mais vendido do Brasil. De janeiro a junho, o T-Cross somou 48.048 unidades emplacadas, à frente do Volkswagen Tera (41.420) e do Hyundai Creta (35.925).
