Produção de veículos deve crescer 6,7% e superar 2,8 milhões, diz Anfavea
Projeção foi elevada pela terceira vez, mas avanço é puxado por montagens nos sistemas CKD e SKD

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Divulgação
A produção de veículos no Brasil deve crescer 6,7% em 2026, segundo nova projeção da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgada nesta quarta-feira (7). A entidade estima um volume superior a 2,8 milhões de autoveículos, no melhor resultado desde 2019.
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A previsão foi revisada novamente para cima após o desempenho da indústria no terceiro trimestre. Em julho, a Anfavea havia elevado a estimativa de crescimento de 3,7% para 5,8%. Agora, a projeção é de alta de 6,7% em relação a 2025.
Setembro foi um dos principais responsáveis pelo resultado. A produção alcançou 268,3 mil autoveículos no mês, o maior volume para setembro desde 2014. No acumulado dos nove primeiros meses, foram produzidas 2,166 milhões de unidades, alta de 8,7% sobre o mesmo período de 2025.
O crescimento, porém, é marcado por uma diferença importante na composição da produção. Das 173 mil unidades adicionais produzidas neste ano em relação ao mesmo período de 2025, apenas 50 mil correspondem à produção local plena.
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Outras 123 mil unidades foram produzidas por meio dos sistemas CKD e SKD, nos quais veículos ou conjuntos de componentes chegam desmontados ao país para montagem local. Segundo a Anfavea, esse volume é superior ao equivalente a 60% das fábricas de veículos leves instaladas no Brasil.
O presidente da entidade, Igor Calvet, afirmou que o crescimento da produção ajuda a impulsionar a atividade e os empregos, mas chamou atenção para a participação dos veículos chineses desmontados.
Segundo Calvet, parte significativa do aumento da produção ocorre com veículos que chegam da China na forma de SKD, o que, na avaliação dele, reduz o uso do parque de autopeças brasileiro e envolve menos mão de obra.
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O avanço da produção acompanha o crescimento do mercado doméstico. A Anfavea elevou para 3,1 milhões de veículos a projeção de emplacamentos em 2026, o que representaria alta de 15,2% sobre o ano passado e o maior volume desde 2014.
Setembro também registrou forte desempenho nas vendas, com 281,4 mil veículos emplacados, maior volume para um mês desde dezembro de 2014.
Apesar do crescimento da produção e das vendas internas, as exportações continuam em queda. O Brasil exportou 334 mil autoveículos nos primeiros nove meses do ano, redução de 23% sobre 2025.
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A Anfavea prevê que os embarques terminarão 2026 com queda de 17,7%, enquanto as importações deverão continuar em alta. No acumulado do ano, entraram no país 463,9 mil autoveículos, crescimento de 30,4%.
O cenário combina crescimento da produção e da demanda interna com aumento da participação de veículos montados a partir de conjuntos importados e redução das exportações brasileiras.
