
Secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves e demais autoridades
Agência São Paulo
Mais de 40 mandados de prisão temporária permanecem em aberto na Operação Fim da Fábula, deflagrada nesta terça-feira (24) pela Polícia Civil em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial, do Ministério Público. A ofensiva ocorre em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal e tem como alvo uma quadrilha suspeita de aplicar golpes virtuais, como o do falso advogado e o golpe do INSS. Até o momento, 12 pessoas foram presas no estado de São Paulo.
Além das prisões, os agentes cumpriram 120 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios paulistas. Entre os investigados está o cantor MC Negão Original. Outro suspeito, João Vitor Ribeiro, é considerado foragido e, segundo a investigação, teria fornecido a infraestrutura tecnológica utilizada pelo grupo para a prática dos crimes.
De acordo com o delegado Fernando Santiago, responsável pelo caso, foram identificadas ligações entre João Vitor Ribeiro e integrantes da associação criminosa, inclusive com apartamentos que funcionariam como bases operacionais do esquema. “Foram encontrados imóveis utilizados para o cometimento dos crimes de estelionato, com estrutura montada para atuação em grupo, inclusive com vários notebooks”, afirmou o delegado.
Estrutura para golpes e lavagem em camadas
Segundo a investigação, a quadrilha utilizava a chamada “lavagem em camadas” para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita. O dinheiro era transferido sucessivamente entre familiares, empresas de fachada e contas bancárias de terceiros, conhecidos como laranjas.
Pelo menos 86 contas bancárias são alvo de pedidos de bloqueio judicial. O Ministério Público também identificou ao menos 36 imóveis vinculados aos investigados, registrados em nome de terceiros. Durante a operação, foram apreendidos veículos, embarcações, joias e dinheiro em espécie.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de Arujá, Atibaia, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Praia Grande, Santo André, São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto, São Paulo e São Vicente.
De acordo com o delegado Fernando Santiago, o golpe do INSS era o principal foco da organização criminosa. Os suspeitos se passavam por servidores da Previdência Social e entravam em contato com idosos sob o pretexto de realizar a prova de vida. As vítimas eram orientadas a baixar um aplicativo malicioso que simulava ser oficial. Após a instalação, os criminosos passavam a ter acesso aos dados bancários e às contas das vítimas.
As investigações apontam que o grupo atuava majoritariamente pelo ambiente virtual, com divisão de tarefas e estrutura organizada para maximizar o número de vítimas e dificultar a identificação dos responsáveis.
A operação segue em andamento, e a Polícia Civil mantém as diligências para localizar os foragidos e aprofundar a análise do material apreendido. O Ministério Público acompanha as medidas de bloqueio patrimonial para tentar garantir eventual ressarcimento às vítimas.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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