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28,5 milhões de brasileiros convivem com o crime organizado, segundo Datafolha

Quase 20% da população diz estar convivendo em bairros dominados pela criminalidade; aumentou também o relato de a violência policial

Da redação
DA REDAÇÃO

16/10/2025 • 12:52 • Atualizado em 16/10/2025 • 12:52

28,5 milhões de brasileiros convivem com o crime organizado, segundo Datafolha

28,5 milhões de brasileiros convivem com o crime organizado, segundo Datafolha

Fernando Frazão/Agência Brasil

Quase 30 milhões de brasileiros convivem com o crime organizado no bairro onde moram. É o que aponta um levantamento divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Datafolha. O estudo encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que cresceu o número de pessoas impactadas pelos criminosos perto dos locais de residência.

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Ao todo, 19% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento de bandidos na vizinhança. O índice era de 14% um ano antes.

Para o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, “os dados da pesquisa parecem revelar um fenômeno de crescimento e ampliação do poder de captura das facções em relação ao controle de territórios e mercados”.

A maioria dos brasileiros acredita ainda que a presença de facções criminosas e milícias é mais frequente em grandes cidades, com mais de 500 mil habitantes, com destaque para a região Nordeste.

Segundo o estudo, pessoas autodeclaradas pardas são as que mais sofrem com a presença do crime organizado.

Outro dado relevante está relacionado à renda, 19% dos que ganham até dois salários mínimos (R$ 3.036) relataram a presença do crime organizado nas cercanias, número semelhante aos 18% dos entrevistados com renda entre cinco e dez salários mínimos (R$ 7.590 a R$ 15.180).

Entre os que convivem com o crime organizado, 27% afirmaram ter conhecimento sobre cemitérios clandestinos nas cidades onde moram, número acima da média em comparação com a população geral que é de 16%.

Em relação à pesquisa anterior, de 2024, aumentou a percepção de regiões com a presença de usuários de droga – conhecidas como “Cracolândias” - durante o trajeto entre casa, trabalho ou escola. O número passou de 17% para 19%.

Serviços de segurança privada prestados por policiais em horário de folga, prática proibida na maioria dos estados, também cresceram, passando de 18% para 21%.

Já o índice daqueles que dizem ter presenciado abordagens policiais violentas aumentou dois pontos percentuais, chegando a 16% dos entrevistados. Homens jovens, entre 16 e 24 anos, e moradores de grandes centros urbanos são os que mais relatam os casos.

Ao todo, foram entrevistadas 2.007 pessoas com mais de 16 anos, em 130 municípios de todas as regiões do Brasil, entre os dias 2 e 6 de junho.

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