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Ação de resgate de pilotos americanos do Irã envolveu mais de 100 agentes

Em coletiva de imprensa, Donald Trump divulgou detalhes da ação militar, que durou cerca de sete horas

LARISSA BISCAIA

06/04/2026 • 14:39 • Atualizado em 06/04/2026 • 14:39

Resumo

A coletiva de imprensa do presidente Donald Trump revelou que a divulgação da operação de resgate de soldados americanos no Irã teria dificultado o trabalho do Exército dos Estados Unidos, e Trump afirmou que o Departamento de Segurança investigará veículos de comunicação que divulgaram detalhes, alegando ameaça à segurança nacional.

A missão de resgate ocorreu após um caça americano ser abatido pela Guarda Revolucionária do Irã, com dois agentes ejetados e necessitando de salvamento, e segundo Trump, a divulgação do resgate do primeiro agente alertou o Irã, levando a população local a procurar o segundo militar em troca de recompensa.

A operação, considerada histórica por Trump, envolveu voos de baixa altitude, uso de tecnologia para localizar o agente ferido e alternativas em caso de dificuldades de decolagem, com o plano de explodir aviões originais e enviar uma aeronave mais leve para resgatar os mais de 100 agentes envolvidos, e Trump elogiou o exército, o Secretário de Guerra Pete Hegseth e atribuiu o sucesso à intervenção divina.

A cobertura da ação militar para resgatar os soldados americanos no Irã teria dificultado o trabalho do Exército dos Estados Unidos. A afirmação é do presidente Donald Trump, feita em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (06), em que ele divulgou detalhes da operação. Trump disse que o Departamento de Segurança vai atrás dos veículos de comunicação que divulgaram a ação, que teriam “ameaçado a segurança nacional”.

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Durante o fim de semana, os americanos fizeram uma ação de resgate, depois que um caça do país foi abatido pela Guarda Revolucionária do Irã. Dois agentes foram ejetados da aeronave e precisaram ser resgatados.

Segundo Trump, quando a imprensa dos Estados Unidos divulgou que o primeiro agente foi resgatado, isso teria alertado o Irã sobre a ação americana, o que fez com que a população do Irã passasse a procurar pelo segundo militar, em troca de recompensa.

Durante a coletiva, Trump elogiou o exército, o Secretário de Guerra, Pete Hegseth, e disse ainda que, como o resgate foi feito durante a Páscoa, foi com a ajuda e a intervenção de Deus.

O republicano divulgou ainda detalhes da missão de resgate, que ele classificou como histórica e épica. Trump afirmou que, se tivesse dado errado, a ação poderia terminar com mais de 100 mortos.

O piloto do caça abatido fugiu para uma região montanhosa e se abrigou em lugares altos, em uma tentativa de ficar fora do campo de visão das tropas iranianas. A operação de resgate, que durou cerca de sete horas, foi centralizada em voos de baixa altitude. O agente conseguiu se esconder, mesmo ferido, e contou com a tecnologia para compartilhar a localização dele com as equipes de salvamento.

O plano contava ainda com uma alternativa. Os aviões americanos poderiam encontrar dificuldade para decolar do solo iraniano, por causa da areia do deserto. Se isso acontecesse, eles iriam explodir os aviões originais e enviar uma aeronave mais leve para buscar os mais de 100 agentes envolvidos.

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