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Alemanha bate novo recorde de temperatura e Europa enfrenta calor extremo

Termômetros estão acima dos 40°C e onda de calor atinge vários países;

Da redação
DA REDAÇÃO

30/06/2026 • 17:20 • Atualizado em 30/06/2026 • 17:20

Calor extremo na Europa

Calor extremo na Europa

REUTERS/Djordje Kojadinovic

Resumo

Onda de calor histórico atinge a Alemanha com recorde de 41,7°C, causando derretimento de asfalto em Leipzig, paralisação do transporte sobre trilhos, falhas na frota de ônibus e problemas em supermercados devido à sobrecarga elétrica.

Calor extremo se espalha pela Europa, com Polônia e República Tcheca também registrando recordes, Suíça atingindo 39°C em junho, mais de 1.300 mortes relacionadas ao calor em todo o continente segundo a OMS.

Especialistas apontam que a onda de calor na Europa é causada principalmente por uma cúpula de calor, área de alta pressão atmosférica que impede a formação de nuvens, combinada ao transporte de ar quente do norte da África e alta umidade, enquanto o El Niño tem influência secundária.

A Alemanha chega ao terceiro dia de calor intenso nesta terça-feira (30) tendo registrado a maior temperatura da história do país. Dados preliminares do Serviço Meteorológico Alemão apontam que os termômetros atingiram 41,7°C.

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O calor extremo também provocou impactos inéditos na infraestrutura, na cidade de Leipzig, o asfalto ao redor dos trilhos dos bondes derreteu, levando à suspensão de todo o sistema de transporte sobre trilhos da cidade.

O calor intenso, somado ao atrito provocado pela passagem dos bondes, espalhou a massa asfáltica ao longo da via, bloqueando diversos trechos. Parte da frota de ônibus também apresentou falhas devido às temperaturas elevadas, enquanto supermercados registraram dificuldades para manter os sistemas de refrigeração funcionando por causa da sobrecarga na rede elétrica.

Calor extremo se espalha pela Europa

A Alemanha não foi o único país a enfrentar temperaturas históricas. A Polônia registrou 40,5°C, na cidade de Słubice, e a República Tcheca bateu o segundo recorde consecutivo de calor, com 41,1°C.

Na Suíça, os termômetros chegaram a 39°C, a maior temperatura já registrada para o mês de junho. Na França, o Ministério da Saúde informou que cerca de mil mortes acima do esperado foram registradas em apenas três dias. A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, enquanto o número de pessoas que morreram em casa aumentou cerca de 40%.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que a onda de calor na Europa resultou em mais de 1.300 mortes acima do esperado desde o último domingo (21). Ele destacou que 150 milhões de pessoas estão sendo impactadas pelo calor extremo.

Por que a Europa está tão quente?

Embora o El Niño tenha sido oficialmente confirmado neste mês e contribua para o aumento das temperaturas globais, especialistas afirmam que ele não é o principal responsável pela atual onda de calor no norte da Europa.

Segundo meteorologistas, o fenômeno é provocado principalmente por uma cúpula de calor, uma extensa área de alta pressão atmosférica estacionada sobre o continente. Esse sistema impede a formação de nuvens e faz o ar descer em direção ao solo, onde se comprime e aquece ainda mais.

Ao mesmo tempo, ventos transportam uma massa de ar extremamente quente do norte da África para a Europa, elevando ainda mais as temperaturas. A umidade elevada também aumenta a sensação de calor, dificultando a evaporação do suor e reduzindo a capacidade natural do corpo de se resfriar.

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