Band News FM
BandNews FM

Alerj forma maioria para soltar presidente da Casa, Rodrigo Bacellar

Parlamentar foi preso pela PF por suspeita de vazar informações sobre investigação contra TH Joias

Da redação
DA REDAÇÃO

08/12/2025 • 18:47 • Atualizado em 08/12/2025 • 18:47

Alerj decidiu por revogar prisão de Rodrigo Bacellar

Alerj decidiu por revogar prisão de Rodrigo Bacellar

Paulo Carneiro/Ato Press/Estadão Conteúdo

Resumo

O plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) revogou, por 42 votos a 21, a prisão preventiva do deputado estadual e presidente afastado Rodrigo Bacellar, detido por obstrução de justiça e vazamento de informações sigilosas durante a Operação Unha e Carne da Polícia Federal.

A investigação da Polícia Federal apontou Bacellar como responsável por vazar dados sobre ação policial contra o deputado TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho, com diálogos e contatos entre os dois deputados servindo de indício, apesar de Bacellar negar amizade.

O processo na Alerj começou com aprovação de parecer favorável à soltura pela Comissão de Constituição e Justiça, seguiu para votação acirrada em plenário, e agora depende de decisão final do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que pode impor medidas cautelares e manter o afastamento do deputado.

O plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu, por 42 votos a 21, revogar a prisão preventiva do deputado estadual e presidente afastado da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União Brasil), em sessão extraordinária nesta segunda-feira (8).

Compartilhar

O parlamentar foi preso pela Polícia Federal na última quarta-feira (3), acusado de obstrução de justiça e vazamento de informações sigilosas.

Entenda a prisão

Bacellar foi alvo da Operação Unha e Carne, um desdobramento da Operação Zargun, que em setembro prendeu o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias.

A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o presidente da Alerj teria vazado informações sigilosas sobre a operação contra TH Joias, que é acusado de ter ligações com a facção criminosa Comando Vermelho, atuando na intermediação da compra e venda de armas para o grupo.

A prisão de Bacellar foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, mensagens trocadas entre os dois deputados indicam a relação próxima. Em um dos diálogos, um dia antes da operação, TH Joias chama Bacellar de "01" e o avisa sobre a troca de seu número de telefone.

Em depoimento, o parlamentar admitiu o contato, mas negou amizade com TH Joias.

Entenda a votação

Como determina a Constituição, a prisão de um parlamentar no exercício do mandato precisa ser analisada pela respectiva casa legislativa, exceto se for uma prisão em flagrante por crime inafiançável.

O processo na Alerj começou na manhã desta segunda-feira (8), quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, por 4 votos a 3, um parecer favorável à soltura de Bacellar.

A proposta seguiu para o plenário, onde eram necessários pelo menos 36 votos para que a prisão fosse revogada.

A sessão foi marcada por debates acalorados, e o uso contínuo da palavra durante a votação gerou bate-boca entre os deputados.

Próximos passos

Apesar da decisão da Alerj, Rodrigo Bacellar não será solto imediatamente. O projeto de resolução aprovado será publicado no Diário Oficial e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.

Caberá ao magistrado do STF reconhecer a votação da assembleia e decidir se acata o pedido de soltura do deputado.

Moraes também poderá determinar a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a manutenção do afastamento de Bacellar da presidência e das atividades parlamentares.