O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia o nome da atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann, para a pasta da Secretaria-Geral da Presidência. Outras mudanças estão previstas em uma reforma ministerial que deve ocorrer nos próximos meses. A análise do tema é do colunista da BandNews FM, Carlos Andreazza, do Rio de Janeiro.
Para Andreazza, a possível ida de Gleisi para um ministério do governo Lula é uma estratégia legítima e segue a lógica da chegada de Sidônio Palmeira na Secom. O marqueteiro da campanha vitoriosa de 2022 de Lula chegou para reformular a comunicação do governo e tentar deixar a gestão do petista mais popular para eleição de 2026.
Agora, a possibilidade de Gleisi ficar à frente de uma pasta revela a intenção de "acirrar os ânimos da militância e da mobilização social. E é uma estratégia legítima".
Compõe a lógica e o cenário da vinda do Sidônio. Gleisi não vem para baixar a pressão, mas sim para acelerar porque, como diz Lula, 2026 já começou
Ainda segundo o colunista, a ida de Gleisi para a Esplanada dos Ministérios é ruim para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já foi classificado pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, como "fraco".
Sobre as críticas de Kassab ao governo, Andreazza avalia que políticos já monitoram o "sangue na água" a partir do crescimento da impopularidade de Lula, como apontou a última pesquisa Genial/Quaest.
"Esse pessoal não quer abrir mão do que tem. Eles estão dizendo que na hora da decisão muito provavelmente não estarão com Lula", avaliou.
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