Andreazza: Moraes, Toffoli e Marques só sabiam voar de Prime Aviation?
Novas informações detalham o uso de aeronaves da Prime Aviation, empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, por membros da Corte

A relação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ganhou um novo capítulo com a revelação de que o ministro Alexandre de Moraes e a esposa dele adquiriram R$ 23 milhões em imóveis à vista nos últimos cinco anos.
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A informação, divulgada pelo Estadão, somada a uma série de viagens em jatinhos da empresa Prime Aviation, que teve o banqueiro como sócio, levanta questionamentos sobre a proximidade entre membros da mais alta Corte do país e o empresário, segundo o colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza.
Coincidências e patrimônio
Andreazza destaca uma "evolução patrimonial extraordinária" do ministro Alexandre de Moraes, concentrada em uma empresa familiar. Essa expansão coincide com um crescimento exponencial no número de ações do escritório de advocacia da esposa dele, Viviane Barsi de Moraes, nos tribunais superiores, desde que ele assumiu a cadeira no STF.
Segundo o jornalista, essa dinâmica de "prodígios do direito" que surgem entre parentes de ministros também é observada no entorno de outros membros da Corte, como Nunes Marques.
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Prime Aviation
O elo comum em diversas situações envolvendo os ministros é a Prime Aviation, uma empresa de táxi aéreo que teve Daniel Vorcaro como sócio até setembro de 2025. Documentos indicam que os magistrados Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques utilizaram aeronaves da companhia em diversas ocasiões.
No caso de Moraes, uma viagem em 7 de agosto de 2025 em um jato da Prime chama a atenção. O voo foi pago pelo escritório Barsi de Moraes, que alega contratar o serviço para o uso dos advogados da empresa de advocacia. No entanto, o ministro viajou sozinho.
Uma mensagem obtida de uma conversa de Vorcaro, do dia seguinte (8 de agosto), diz: "Estou com o Alexandre". A suspeita é de que se referia a um encontro com o ministro logo após o voo.
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Dias Toffoli também utilizou um avião da mesma empresa para ir a Marília (SP). Ainda não há respostas sobre quem pagou pelo voo e se o ministro viajou como convidado do banqueiro. O destino era próximo a um resort de propriedade de Vorcaro.
Já Nunes Marques voou de Brasília a Maceió em uma aeronave da Prime, com as despesas pagas por uma advogada que prestava serviços para o Banco Master no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A teia de Vorcaro e a falta de respostas
De acordo com Andreazza, as operações de Daniel Vorcaro são estruturadas em múltiplas camadas de empresas, fundos e consultorias, o que dificulta o rastreamento direto das relações. A Prime Aviation, por exemplo, pertenceria à Prime U, uma administradora de imóveis usada pelo banqueiro.
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Para o colunista, os ministros devem explicações sobre o que ele classificou como "relações perigosas".
