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Andreazza: “bicho feio” de Lula se chama Rui Costa, não Jacques Wagner

Para o colunista da Rádio BandNews FM, conexão entre Rui Costa, ex-ministro da Defesa Civil, com banco, causa apreensão no Palácio do Planalto

Da redação
DA REDAÇÃO

24/06/2026 • 11:52 • Atualizado em 24/06/2026 • 13:36

Resumo

Investigação da Polícia Federal envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) em supostas fraudes relacionadas ao Banco Master e pode resultar em sua saída da liderança do governo Lula no Senado, conectando também o ex-ministro Rui Costa ao caso.

Esquema teria começado em 2018 na Bahia, durante a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), quando empresários ligados ao Banco Master adquiriram exclusividade sobre o sistema de crédito consignado para servidores estaduais, com participação de Wagner e facilitação por Rui Costa.

Reuniões de Jaques Wagner com o presidente do Senado e outros parlamentares buscam formar uma rede de apoio político para enfrentar investigações e proteger lideranças, enquanto o escândalo provoca instabilidade na base do governo no Congresso.

O senador Jacques Wagner (PT-BA) pode deixar nesta quarta-feira (24) a liderança do governo Lula no Senado Federal após o avanço das investigações da Polícia Federal que ligam o parlamentar a supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

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A eventual saída, contudo, é vista pelo colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza, como insuficiente para afastar o Palácio do Planalto do escândalo, uma vez que as origens do caso envolvem diretamente Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula. Segundo a PF, Rui teria facilitado a expansão do Banco Master na Bahia na época em que era governador do estado, de 2018 até 2022.

A "conexão baiana" e o papel de Rui Costa

Andreazza destacou que o afastamento de Wagner visa mitigar danos de imagem do governo. De acordo com o colunista, "quanto mais prolongado o contato com o contaminado, maior a exposição à contaminação", definindo o caso do Banco Master como altamente contagioso para a reputação de Lula.

O colunista relembrou como o esquema do Banco Master se iniciou na Bahia. Segundo investigações da Polícia, foi em 2018, com a privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), quando Jaques Wagner atuava apenas como secretário de Desenvolvimento Regional.

A venda da Ebal incluiu o pacote do Credcesta, sistema de crédito consignado para servidores estaduais baianos. O negócio foi arrematado pelo empresário Augusto Lima, então sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, que obteve a exclusividade da folha de pagamento por 15 anos.

Por isso, Andreazza argumenta ser "muito difícil compreender" uma investigação sobre Wagner que não atinja diretamente Rui Costa.

A busca por uma rede de solidariedade no Senado

Como desdobramento imediato, Jaques Wagner se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo Andreazza, o objetivo do parlamentar baiano é estruturar uma espécie de "rede de solidariedade" no Senado Federal. Ele aponta que a iniciativa visa angariar apoio de outros senadores também citados em investigações recentes para blindar as lideranças contra os efeitos da operação policial.

A articulação política incluiria nomes de diferentes espectros partidários, como Ciro Nogueira (PP-PI) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O colunista ironizou a movimentação ao descrevê-la como uma união onde "ninguém solta a mão de ninguém" no Congresso. Com as investigações em curso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, a estabilidade da base governista no Senado entra em um período de forte turbulência.