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Andreazza: Quem expõe o Supremo se não os próprios ministros?

Supostos conflitos de interesse envolvendo familiares de magistrados e o Banco Master estão motivando articulação do Congresso 'contra' a Corte

Da redação
DA REDAÇÃO

06/02/2026 • 14:56 • Atualizado em 06/02/2026 • 14:56

STF

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Agência Brasil

Resumo

Ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, estariam atuando nos bastidores para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado sobre o escândalo do Banco Master, conforme informações da colunista Malu Gaspar.

Argumento dos magistrados junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, seria evitar a exposição do STF em um momento eleitoral delicado, enquanto críticos como Carlos Andreazza alegam que os próprios ministros se colocam em situações adversas.

Preocupação dos membros da Corte estaria relacionada a vínculos pessoais e familiares com o Banco Master, incluindo contratos da esposa de Alexandre de Moraes e sociedades dos irmãos de Dias Toffoli com fundos envolvidos em operações fraudulentas, o que alimenta movimento no Senado para criação da CPI.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), notadamente Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, estariam atuando nos bastidores para impedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado com foco no escândalo do Banco Master. A informação é de Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo.

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O argumento dos magistrados junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), seria a de não expor o STF em um momento delicado, já que 2026 é um ano eleitoral. Para o colunista e âncora da BandNews FM Carlos Andreazza, são os próprios ministros que se colocam em situações adversas e expõem o STF.

Andreazza destaca a que a preocupação dos membros da Corte estaria ligada a relações diretas e indiretas dos magistrados com o Banco Master. No caso de Alexandre de Moraes, a CPI poderia expor o fato de que a esposa dele, a advogada Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato com a instituição financeira liquidada pelo Banco Central no fim de 2025. Além disso, o próprio ministro já frequentou a casa de Daniel Vorcaro, dono do Master.

Já a polêmica relativa a Dias Toffoli no caso Master, segundo O Globo, estaria relacionada ao fato de os irmãos do magistrado terem sido sócios, em um resort, da Reag Trust, um dos fundos de investimento que teria participado de uma operação para injetar liquidez no banco de Vorcaro de forma fraudulenta. Essa conexão familiar de Toffoli também gerou o movimento 'anti-STF' no Senado, o que pode levar à criação da CPI sobre o caso Master.