Band News FM
BandNews FM

Andreazza: STF condena Bolsonaro, e Moraes aproveita para votar de novo

Segundo o jornalista, a ação dos magistrados pode ser interpretada como uma resposta à postura adotada pelo ministro Luiz Fux na sessão de quarta-feira

Por Redação
REDAÇÃO

12/09/2025 • 10:14 • Atualizado em 12/09/2025 • 10:14

Tem método, com Carlos Andreazza

O jornalista Carlos Andreazza, colunista da BandNews FM, apontou para o que ele descreve como uma manobra estratégica e articulada por parte de ministros da Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, Alexandre de Moraes aproveitou o último dia de julgamento para “votar de novo”.

Compartilhar

Segundo o jornalista, a ação dos magistrados pode ser interpretada como uma resposta à postura adotada pelo ministro Luiz Fux na sessão de quarta-feira.

Conforme Andreazza, a união de ministros como Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Carmen Lúcia para o veredicto final demonstra uma contraposição à tese inicialmente apresentada, o que o comunicador classifica como uma "vingança" política no âmbito do judiciário.

“Alexandre de Moraes votou de novo, numa combinação entre eles, em função de Luiz Fux ter dito na véspera que não admitiria a partes na sua manifestação (...). Ontem, o dia todo, os votos todos organizado em função da defesa de que teria havido a organização criminosa liderada por Jair Bolsonaro. Assim começa o voto da Cármen Lúcia, depois de um preâmbulo de natureza política que ela faz, de discurso para a história, falando sobre organização criminosa. Nesse momento, Alexandre de Moraes pede o aparte”, destaca Andreazza.

Ainda conforme a visão do colunista, o ponto central do debate não residiu em questões processuais triviais, mas sim na reafirmação da existência de um grupo voltado para a prática de crimes, com a intenção de subverter a ordem democrática. De acordo com Andreazza, essa foi a forma que a maioria do tribunal encontrou para rebater a linha de argumentação que buscava desconstruir a ideia de uma organização criminosa liderada por Jair Bolsonaro.

Na coluna, o jornalista sugere que a tese majoritária do STF foi assertiva ao focar nesse ponto, em detrimento de uma abordagem mais individualizada dos réus, reforçando assim a seriedade dos fatos.

Carlos Andreazza alerta para o que ele considera uma possível brecha futura, que pode comprometer a responsabilização dos envolvidos. Ele traça um paralelo com a Operação Lava Jato, apontando para a possibilidade de que o critério de competência do julgamento possa, em algum momento, ser usado para reabilitar os golpistas. De acordo com o colunista, é uma preocupação real a de que os crimes cometidos fiquem impunes.

*Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela reportagem do Band.com.br.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: