
Escola
Rovena Rosa/Agência Brasil
Resumo
Infraestrutura escolar deficiente: Menos da metade das escolas públicas no Brasil tem acesso a tratamento de esgoto, e uma em cada cinco não possui coleta de lixo, revelando graves deficiências de higiene e segurança, especialmente em estados mais pobres como Roraima, onde 25% das escolas carecem de banheiros para estudantes.
Impacto na permanência escolar: A precariedade da infraestrutura escolar contribui diretamente para um dos principais desafios da educação no Brasil, que é manter os alunos na escola, transformando o ambiente educacional em um espaço pouco acolhedor e inadequado para o aprendizado e desenvolvimento infantil.
Desafios na educação inclusiva: Apesar de avanços na inclusão de alunos com deficiência, a formação de professores ainda não é suficiente para atender às necessidades desses alunos, dificultando a adaptação das aulas e o acompanhamento pedagógico adequado, conforme destacado pelo Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025.
Menos da metade das escolas públicas brasileiras têm acesso a tratamento de esgoto, e uma em cada cinco sequer conta com coleta de lixo. Os dados são do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, divulgado nesta quinta-feira (25), que evidencia a precariedade da infraestrutura escolar no país e escancara desigualdades regionais e sociais.
O estudo, produzido pela organização Todos Pela Educação, mostra que as dificuldades vão muito além da sala de aula: faltam condições mínimas de higiene, segurança e conforto. Em estados mais pobres, os problemas são ainda mais graves. Em Roraima, por exemplo, 25% das escolas não possuem banheiro para os estudantes.
Segundo Ivan Gontijo, gerente de políticas educacionais da entidade, a realidade retrata não apenas falhas na gestão da educação, mas um retrato das desigualdades históricas brasileiras.
“Ainda tem questões muito básicas que não foram resolvidas. E quando a gente fala disso, não estamos tratando de tecnologia ou inovação, mas de condições básicas: água potável, alimentação de qualidade, conforto térmico e banheiros em funcionamento”, afirma o pesquisador.
Estrutura precária afasta alunos
A pesquisa alerta que a carência estrutural tem impacto direto em um dos maiores desafios da educação brasileira: manter os alunos na escola.
“Se a gente não consegue garantir essas condições mínimas, a escola deixa de ser um lugar de acolhimento e passa a ser um espaço precário. Isso afasta as crianças justamente do ambiente onde elas deveriam estar”, explica Gontijo.
Inclusão avança, mas professores ainda não estão preparados
O Anuário 2025 registra avanços na inclusão de alunos com deficiência, tanto em escolas públicas quanto privadas. O número de matrículas cresceu nos últimos anos, refletindo políticas de universalização do acesso.
Apesar do progresso, a formação de professores ainda não acompanha as necessidades dessa nova realidade.
“O desafio é como os docentes das disciplinas tradicionais, como português e matemática, conseguem trabalhar de forma efetiva com esses alunos. Muitas vezes eles precisam de mais apoio e de atividades personalizadas, e ainda não temos formação suficiente para garantir esse atendimento”, observa Gontijo.
No Brasil, a legislação determina que alunos com deficiência sejam incluídos em classes regulares, em um modelo de educação inclusiva. A falta de preparo, no entanto, dificulta a adaptação das aulas e o acompanhamento pedagógico adequado.
Desigualdade racial e regional
Além das diferenças de infraestrutura entre estados ricos e pobres, o levantamento também revela disparidades étnicas na conclusão dos estudos.
Segundo o Anuário, 91,5% dos jovens brancos concluem o Ensino Fundamental até os 16 anos. Entre os pardos, esse percentual cai para 83,5%, e entre os pretos, para 80,9%.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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