Resumo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinalizou possibilidade de nova redução da taxa Selic para 13,75% ao ano na próxima reunião, após ter diminuído o índice de 14,25% para 14%, conforme análise da colunista Juliana Rosa da BandNews FM, destacando postura cautelosa do BC diante da moderação econômica e risco inflacionário.
O ritmo lento de cortes, com quatro reduções seguidas de 0,25% desde março, é justificado por fatores como o choque de preços globais causado pela alta do petróleo devido a tensões no Oriente Médio, além do impacto das medidas de estímulo fiscal do governo federal que dificultam cortes mais agressivos nos juros.
O fenômeno climático El Niño, previsto para prejudicar plantações e elevar preços dos alimentos em setembro, aumenta as incertezas econômicas, enquanto projeções para 2027 apontam um período decisivo para o país definir entre estagnação ou avanços no crescimento econômico, segundo Juliana Rosa.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central abriu caminho para reduzir a taxa de juros básica (Selic) para 13,75% ao ano na próxima reunião de setembro. A avaliação é da colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, com base no comunicado divulgado nesta quarta-feira (5) pelo comitê, que reduziu a Selic de 14,25% para 14%.
Segundo a jornalista, o BC mantém a porta aberta para o alívio monetário diante da moderação gradual da atividade econômica, embora siga em alerta máximo contra os riscos inflacionários futuros.
O ritmo "homeopático" de queda e o peso das medidas fiscais
A redução feita pelo Banco Central foi a quarta consecutiva em 0,25% desde março. A colunista relembra que o ritmo de queda tem sido extremamente lento, após um período prolongado de nove meses em que os juros permaneceram estacionados no patamar de 15% ao ano.
De acordo com Juliana, uma das justificativas para condução cautelosa do Banco Central é por causa do chamado "choque de preços" no mercado internacional. A disparada recente do petróleo, motivada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, pressionou os custos globais.
Além disso, segundo a colunista, as medidas de estímulo anunciadas pelo governo federal para sustentar os impactos da alta do petróleo também dificultam um corte drástico dos juros.
A jornalista também chama atenção para o fenômeno climático “El Niño”, que deve atingir e prejudicar as plantações em setembro, o que deve elevar o preço dos alimentos no país.
Segundo Juliana Rosa, o ano de 2027 é incerto e representará um momento decisivo para o Brasil.
"É um divisor de águas, realmente, se a gente vai se manter numa rotina repetitiva da economia, crescendo muito pouco, ou se a gente vai fazer uma escolha de um salto de qualidade no crescimento do país", avaliou.
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