
Após três horas de atraso, começa o cessar-fogo na Faixa de Gaza
Reuters
O cessar-fogo na Faixa de Gaza entrou em vigor neste domingo (19) com quase três horas de atraso. Israel acusou o Hamas de ter não divulgado a lista com os nomes dos reféns que seriam libertados, como previa o acordo.
Como resposta, as Forças de Defesa de Israel lançaram um bombardeio na região, deixando oito mortos e 25 feridos. O Hamas alegou uma "falha técnica" na divulgação do documento.
Ao receber a lista, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou o início do cessar-fogo. "As autoridades estão cuidando dos detalhes. O brigadeiro-general Gal Hirsch, responsável por coordenar as negociações para cativos e desaparecidos, notificou as famílias das vítimas por meio de representantes das FDI", declarou.
O pacto foi aprovado na sexta-feira (17) por Israel após dois dias de negociações, marcando um avanço para o término do conflito que dura 15 meses. O texto foi redigido por Catar, Egito e Estados Unidos.
Neste primeiro momento, a prioridade será a libertação de reféns por ambos os lados, a segurança da fronteira entre a Faixa de Gaza com o Egito, a volta gradual das operações humanitárias, o retorno de palestinos desarmados para as suas residências e retirada das tropas israelenses do corredor Netzarim.
A segunda fase do acordo deve entrar em vigor no dia 3 de fevereiro, com a libertação de mais reféns. A terceira e última parte do acordo também deve ser iniciada na primeira semana de fevereiro e promete o começo das negociações para a reconstrução da Faixa de Gaza.Sob supervisão de Bruna Barone*
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