
Fuzis
Reprodução/Jornal da Band
Resumo
Um levantamento do Instituto de Segurança Pública mostra que as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro apreenderam 920 fuzis em 2025, aumento de 25,7% em relação a 2024 e maior número da série histórica iniciada em 2007.
Uma intensificação das operações contra o crime organizado e o uso de inteligência resultaram em mais apreensões, principalmente em áreas controladas por traficantes e milicianos, superando recordes anteriores e enfraquecendo o poder de fogo das facções.
Um planejamento da Secretaria de Segurança Pública para 2026 prevê ampliação do uso de tecnologia, integração policial e foco nas rotas de tráfico, visando tanto retirar armas de circulação quanto prender distribuidores para reduzir a violência no estado.
Um levantamento inédito do Instituto de Segurança Pública (ISP) revela que as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro apreenderam 920 fuzis em 2025, um aumento de 25,7% em comparação com as 732 armas do mesmo tipo recolhidas em 2024. O número é o maior já registrado em toda a série histórica, iniciada em 2007, e representa uma média de mais de duas armas de guerra retiradas das mãos de criminosos a cada dia no estado.
Anos de Combate ao Crime Organizado
Os dados refletem a intensificação das operações contra o crime organizado, que resultaram na maior retirada de armas de longo alcance de circulação em 18 anos. O recorde anterior pertencia a 2017, com 507 fuzis apreendidos. O aumento expressivo de um ano para o outro sinaliza um esforço concentrado das forças de segurança em desarticular o poder de fogo de facções que atuam em território fluminense.
A análise dos números mostra que o trabalho de inteligência e as ações ostensivas foram determinantes para o resultado. A maior parte das apreensões ocorreu em áreas dominadas por traficantes e milicianos, onde os fuzis são utilizados para a manutenção do controle territorial e em confrontos.
Próximos Passos
Para 2026, a Secretaria de Segurança Pública planeja ampliar o uso de tecnologia e a integração entre as polícias para sufocar as rotas de tráfico de armas que abastecem o estado. O foco será o combate às organizações criminosas que fornecem o armamento pesado, buscando não apenas apreender as armas, mas também prender os responsáveis por sua distribuição.
As autoridades de segurança afirmam que a redução do número de fuzis em circulação é uma das principais estratégias para diminuir os índices de letalidade por violência e garantir a segurança da população.
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