
Assembleia da ONU reúne líderes em meio a tensões globais e restrições a brasileiros
Reprodução: Agência Brasil / Eduardo Munoz
Resumo
A Assembleia Geral da ONU ocorre de 22 a 26 de setembro em Nova York, com tensões devido a restrições dos EUA a autoridades brasileiras, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O presidente Lula abrirá a reunião, mantendo uma tradição brasileira desde 1947.
O encontro abordará temas críticos como mudanças climáticas, comércio global e segurança alimentar. Destaca-se a participação por videoconferência do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, apesar das restrições de viagem impostas por Donald Trump.
O evento também serve de palco para discussões geopolíticas, especialmente entre os EUA e a China, com países do BRICS, como o Brasil, buscando promover agendas multilaterais focadas no combate à fome e desigualdades. A diplomacia brasileira é posta à prova em meio a essas tensões internacionais.
A Reunião de líderes mundiais para tratar de assuntos como comércio e impasses diplomáticos ocorre entre 22 e 26 de setembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o discurso de abertura, tradição concedida ao Brasil desde 1947.
A Assembleia Geral da ONU começa na próxima segunda-feira (22), em Nova York, e se estende até o dia 26. O encontro ocorre em um cenário internacional de forte tensão, com restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos a autoridades brasileiras, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o professor Leonardo Trevisan, especialista em Relações Internacionais da ESPM, a reunião mantém relevância mesmo diante de limitações institucionais. “A ONU é o que restou de um mundo em que se preferia sentar à mesa para negociar do que partir para a guerra. Sem ela, não teríamos sequer espaço de diálogo”, destacou em entrevista à BandNews FM.
O papel da ONU em tempos de conflito
O professor lembrou que a ONU continua sendo um fórum capaz de abrir caminhos para negociações de paz, mesmo diante de sua fragilidade estrutural. A autorização para que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, participe do encontro por videoconferência foi citada como exemplo. O gesto ocorreu apesar das restrições do governo Donald Trump, que chegou a desrespeitar a regra que garante a entrada de líderes estrangeiros nos Estados Unidos para eventos da ONU.
Na visão de Trevisan, a presença de Abbas, mesmo que virtual, representa um sinal de esperança em meio ao conflito no Oriente Médio. “É uma voz serena para representar os palestinos, em um momento em que se aposta na paz como alternativa ao confronto direto”, avaliou.
Disputas geopolíticas e o protagonismo dos BRICS
O encontro também será acompanhado de perto por conta da rivalidade entre Estados Unidos e China. Para Trevisan, a Assembleia pode funcionar como uma espécie de “esquenta” para a reunião prevista em novembro, em Pequim, quando Trump deve se encontrar com a liderança chinesa. “Os dois gigantes vão dividir o mundo. A questão é: e os demais países, que não querem ficar reféns nem de Washington nem de Pequim, como ficam?”, questionou.
Nesse cenário, países como o Brasil, a França e a Inglaterra buscam espaço para defender alternativas multilaterais. O discurso de Lula deve reforçar a posição do Brasil no grupo dos BRICS, alinhado a pautas como combate à fome, redução das desigualdades e promoção de um comércio internacional mais justo.
Restrições a autoridades brasileiras
A participação brasileira foi afetada por medidas adotadas pelo governo norte-americano. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que não viajaria a Nova York após restrições de circulação impostas pelos EUA. Em comunicado, classificou a decisão como “inaceitável” e uma afronta ao espírito da Assembleia Geral.
Diplomacia brasileira sob teste
Apesar das tensões, a diplomacia brasileira tem buscado soluções negociadas. O especialista lembrou que, em outros episódios, como o G20 realizado no Rio de Janeiro em 2024, o Brasil demonstrou capacidade de articulação ao reunir líderes mundiais em torno de consensos sobre clima, combate à fome e desigualdade.
“A escolha é clara: seguir pela via do diálogo ou do confronto. Quando prevalece a diplomacia, todos ganham. Quando falamos em guerra, a pergunta que fica é: quem realmente se beneficia dela?”, concluiu Trevisan.
A Assembleia Geral da ONU segue até o dia 26 de setembro e deve pautar, além da paz e da segurança internacional, temas como mudanças climáticas, comércio global e segurança alimentar.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com

