Resumo
Ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central buscou corrigir ruídos causados pelo comunicado anterior ao justificar a redução da taxa Selic em 0,25%, segundo avaliação da colunista Juliana Rosa.
Recuperação da credibilidade da autoridade monetária junto ao mercado foi destacada pela demonstração de firmeza no combate à inflação, mesmo diante de incertezas fiscais e globais.
Sinalização de pausa no ciclo de cortes de juros foi indicada para a próxima reunião em agosto, com possibilidade de retomada apenas após as eleições de outubro, enquanto a ata apontou riscos inflacionários ligados ao gasto público, volatilidade do petróleo e efeitos do El Niño, mas sem detalhar mudanças no horizonte de metas de inflação.
A colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, avalia que a ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central buscou corrigir os ruídos gerados na semana anterior, no comunicado que decidiu reduzir a taxa básica de juros do país, a Selic, em 0,25%.
Segundo a colunista, a autoridade monetária tenta recuperar a credibilidade frente ao mercado ao demonstrar firmeza no combate à inflação, em meio a um cenário de fortes incertezas fiscais e globais.
O que esperar da Selic após a sinalização de pausa
De acordo com Rosa, os detalhes do documento divulgado nesta terça-feira (23) indicam que o Banco Central planeja adotar uma pausa no ciclo de corte de juros já na próxima reunião do comitê, agendada para o mês de agosto.
A retomada das reduções da taxa básica de juros do país deve ocorrer apenas em um segundo momento, com maior probabilidade de ser realizada após o período das eleições de outubro.
Apesar do endurecimento no tom da ata para recuperar a confiança, Juliana Rosa ponderou que o Banco Central ainda falha em detalhar algumas decisões cruciais de política monetária. Ela pontuou que o comitê não explicou de forma clara as razões pelas quais decidiu alterar o horizonte de projeções estipulado para que a inflação nacional alcance a meta de 3% ao ano.
O colegiado do Banco Central justificou a postura mais rígida citando uma assimetria nos riscos inflacionários, apontando maior probabilidade de alta do que de baixa. Entre as principais pressões listadas pela instituição estão o gasto público elevado que estimula a economia, a volatilidade no preço internacional do petróleo e os impactos do fenômeno climático El Niño sobre as tarifas de energia e os alimentos.
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