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Ataque à Venezuela pode gerar conflito "nos moldes do Vietnã", diz Amorim

Assessor internacional de Lula fala que possível invasão dos EUA pode expandir tensão e desestabilizar a América do Sul

Da redação
DA REDAÇÃO

09/12/2025 • 10:13 • Atualizado em 09/12/2025 • 10:13

Ataque à Venezuela pode gerar conflito "nos moldes do Vietnã", diz Amorim

Ataque à Venezuela pode gerar conflito "nos moldes do Vietnã", diz Amorim

Ana Volpe/Agência Senado

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou em entrevista ao jornal britânico The Guardian que uma eventual invasão dos Estados Unidos à Venezuela colocaria a América do Sul sob risco de um conflito amplo.

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Segundo Amorim, uma ofensiva americana não ficaria restrita a uma disputa bilateral entre Washington e Caracas. Ele avaliou que o continente poderia ser “mergulhado em um conflito”, fazendo referência ao potencial de alastramento regional e comparando o cenário ao que ocorreu na Guerra do Vietnã, marcada pela participação direta do exército dos Estados Unidos em território estrangeiro.

Brasil rejeita invasão e defende solução interna na Venezuela

O assessor internacional ressaltou que o governo brasileiro não reconhece o resultado da última eleição venezuelana, mas enfatizou que isso não significa defender qualquer tipo de intervenção externa para mudança de regime. Amorim afirmou que cabe apenas a Nicolás Maduro decidir se deve ou não deixar o poder, e que o Brasil não adotará postura de pressionar o presidente venezuelano a renunciar ou abdicar do cargo.

Ele destacou que acompanha “com preocupação” a escalada de tensão e reforçou que o continente sul-americano “não pode se aproximar de uma lógica de guerra”. Questionado pelo jornal britânico sobre manifestações de apoio à Venezuela por parte de países como a Rússia, Amorim declarou que o Brasil não pretende se envolver em alinhamentos militares ou em movimentos que estimulem confronto.

O assessor também afirmou que não há, neste momento, qualquer discussão dentro do governo brasileiro sobre a possibilidade de conceder asilo político a Maduro caso o presidente venezuelano venha a solicitar abrigo no país. Segundo ele, essa hipótese não está colocada no debate diplomático atual.