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Atentado contra ex-prefeito de Taboão pode ter sido planejado para obter vantagem eleitoral

Delegado da Polícia Civil diz que suspeita surgiu após deleção de um dos investigados

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17/02/2025 • 20:11 • Atualizado em 17/02/2025 • 20:11

José Aprígio

José Aprígio

Reprodução

Uma operação deflagrada nessa segunda-feira (17) apreendeu mais de 300 mil reais em espécie, celulares, computadores e armas. A ação está conectada com a operação da Polícia Civil de São Paulo que tenta identificar os participantes do suposto atentado a tiros contra o então prefeito da cidade de Taboão da Serra, José Aprígio, do Podemos. O material, segundo a investigação, vai ajudar a identificar os envolvidos.

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Em outubro do ano passado, o político levou um tiro no ombro esquerdo após o carro dele ser alvo de disparos de fuzil. A suspeita é de que o atentado foi planejado por secretários visando obter vantagem eleitoral durante as eleições municipais do ano passado.

Em entrevista à BandNews FM, o delegado da seccional de Taboão da Serra, Hélio Bressan, disse que a informação surgiu após a delação de um dos suspeitos de participação.

“O indivíduo que fez a colaboração falou que não dava para fazer de fuzil, e que era muito perigoso, a bala poderia passar, e que iriam usar tiro de pistola. Já no dia seguinte, alguém disse que não, e que deveria ser tiro de fuzil, e se fosse tiro de pistola, ninguém iria acreditar, que pistola não iria fazer efeito nenhum em um carro blindado” informou o delegado.

Em coletiva de imprensa, a Polícia informou que, após reconstituição do crime, foi possível concluir que o prefeito esteve em alto grau de vulnerabilidade antes mesmo do atentado, o que levantou mais uma suspeita de ser forjado. “Se era para fazer um atentado contra o prefeito, ele esteve em alto grau de vulnerabilidade diversas vezes naquele dia, e os indivíduos estavam na região e ninguém atirou. Aquilo começou a deixar uma suspeita maior para a gente”, disse o delegado.

Até o momento, não é possível confirmar se o prefeito sabia do crime, mas todos que estavam no veículo são investigados.

O advogado de defesa de Aprígio, Allan Mohamed, confirmou que o valor em espécie foi apreendido na casa do ex-prefeito, mas que o dinheiro é declarado e vem do trabalho dele como empresário. “Nós temos que deixar claro que o prefeito é a vítima”, anunciou Mohamed.

O irmão do ex-prefeito José Aprígio foi preso na ação da polícia. Allan Mohamed afirmou que a prisão não tem relação com as investigações do atentado. “Tomei conhecimento agora, e a prisão do irmão dele se deu em decorrência de uma arma de fogo que estava na residência dele, e não tem nenhuma correlação com o caso em questão”.

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