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Atirador que atacou guardas nos EUA é identificado como afegão que colaborou com a CIA

Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, está sob custódia; governo Trump suspende pedidos de imigração de afegãos e diz que buscará pena de morte para o atirado; soldados seguem em estado crítico

Da redação
DA REDAÇÃO

27/11/2025 • 19:38 • Atualizado em 27/11/2025 • 19:38

Ataque a membros da Guarda Nacional nos EUA

Ataque a membros da Guarda Nacional nos EUA

REUTERS/Nathan Howard

Resumo

Identificação do suspeito foi feita pelo FBI como Rahmanullah Lakanwal, afegão de 29 anos, acusado de atirar e ferir gravemente dois membros da Guarda Nacional dos EUA em Washington, próximo à Casa Branca; vítimas Sarah Beckstrom, de 20 anos, e Andrew Wolfe, de 24, seguem em estado crítico.

Histórico do atirador inclui entrada nos EUA em 2021 pelo programa "Operação Aliados Bem-vindos", trabalho anterior com unidades militares apoiadas pela CIA no Afeganistão e deslocamento de mais de 4.300 quilômetros para realizar o ataque, sendo indiciado por múltiplos crimes e com motivação ainda desconhecida.

Reação do governo envolve declaração de ato de terror por Donald Trump, envio de 500 soldados adicionais à capital, suspensão de processos de imigração de afegãos, reavaliação de pedidos de asilo e posicionamento da procuradora-geral Pam Bondi em favor da pena de morte para o suspeito.

O FBI identificou como Rahmanullah Lakanwal, um cidadão afegão de 29 anos, o suspeito que atirou e feriu gravemente dois membros da Guarda Nacional dos Estados Unidos em Washington, na última quarta-feira (26).

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O ataque, classificado pelas autoridades como uma "emboscada", ocorreu a poucas quadras da Casa Branca. Lakanwal, que entrou nos EUA em 2021, foi preso e agora o governo norte-americano afirma que vai buscar a pena de morte. Os dois militares, a técnica Sarah Beckstrom, de 20 anos, e o sargento Andrew Wolfe, de 24, permanecem internados em estado crítico.

O que se sabe sobre o atirador

Rahmanullah Lakanwal entrou nos Estados Unidos em setembro de 2021, por meio de um programa humanitário chamado "Operação Aliados Bem-vindos", após a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão.

A própria CIA confirmou que o suspeito trabalhou com o governo dos EUA em unidades militares apoiadas pela agência em Kandahar, cidade do sul-afegão.

Segundo as investigações, Lakanwal viajou de carro por mais de 4.300 quilômetros, da costa oeste até Washington, para realizar o ataque premeditado com um revólver calibre .357.

Ele foi baleado durante a troca de tiros, está hospitalizado e não coopera com as autoridades. O atirador foi indiciado por acusações que incluem assalto com intenção de matar e posse de arma de fogo durante crime violento. A motivação do crime ainda é desconhecida.

Reação do governo e próximos passos

O ataque gerou uma forte reação política. O presidente Donald Trump classificou o episódio como um "ato de terror" e ordenou o envio de mais 500 soldados da Guarda Nacional para a capital.

O republicano também pediu a revisão de todos os pedidos de asilos de afegãos aprovados durante a gestão do ex-presidente Joe Biden.

Como resposta direta ao incidente, o governo americano suspendeu por tempo indeterminado o processamento de todos os pedidos de imigração de cidadãos afegãos, enquanto os protocolos de segurança são reavaliados.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou publicamente que o governo fará "tudo ao nosso alcance para buscar a pena de morte contra esse monstro".

Enquanto isso, os dois militares da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental, que estavam em Washington como parte de uma controversa missão de combate ao crime, seguem lutando pela vida no hospital, acompanhados por seus familiares.