Banco Central mostra disposição para cortar taxa de juros
Dólar abre em alta após Banco Central reduzir a taxa Selic para 14,25% ao ano e piorar estimativas para a inflação

O mercado financeiro está incerto sobre o ciclo de corte de juros após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) indicar caminhos divergentes na última decisão, que cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,25%. A indefinição provocou forte alta do dólar, cotado a R$ 5,15 na manhã desta quinta-feira (18).
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Esta foi a terceira redução consecutiva de mesma magnitude realizada pelo Banco Central no atual ciclo de afrouxamento monetário iniciado em março de 2026. No corte anterior, em abril, a taxa básica recuou de 14,75% para 14,5% ao ano, mantendo o cenário de juros reais extremamente restritivos no país.
Ruídos na Comunicação e Pressão Inflacionária
A colunista de economia da BandNews FM, Juliana Rosa, explicou que o Banco Central surpreendeu o mercado ao piorar de forma expressiva as suas estimativas de inflação para os próximos anos.
A previsão do IPCA para 2026 subiu de 4,6% para 5,2%, enquanto a estimativa para 2027 passou de 3,5% para 3,7%.
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"'O Banco Central traz os argumentos de que a inflação está muito pressionada e acelerando. Ele cita os estímulos do governo ao consumo, os efeitos defasados do conflito no Oriente Médio e as severas previsões do fenômeno climático El Niño nos alimentos'", alegou.
A jornalista apontou que, mesmo diante deste cenário, a persistência de cortes foi mal interpretada pelo mercado financeiro.
O Futuro dos Juros e os Próximos Rumos do Copom
Analistas econômicos apontam que o Banco Central pode ser obrigado a interromper a sequência de reduções da Selic caso as expectativas inflacionárias continuem afastadas das metas.
O receio do mercado é que o colegiado esteja adotando uma postura excessivamente leniente no controle dos preços.
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"O Banco Central não diz claramente que vai continuar cortando, mas trouxe uma novidade ao olhar o horizonte da inflação até 2028. Este é um detalhe técnico que mostra uma pré-disposição para mais cortes”, analisou a colunista.
O Copom reafirmou que a extensão do ciclo de corte de juros dependerá dos próximos dados econômicos. O comitê destacou que o cenário doméstico e externo de elevada incerteza exige cautela para os próximos passos.
