O jornalista Eduardo Barão detalha as consequências práticas do shutdown (paralisação parcial do governo) nos Estados Unidos, que ocorre devido à falta de aprovação do orçamento anual pelo Congresso.
Essa situação impede o governo federal de realizar qualquer tipo de gasto, o que acarreta um grave prejuízo aos serviços públicos essenciais. Barão nota que a imagem popular de um colapso total, com serviços simplesmente desaparecendo, é uma distopia, mas os impactos reais são severos e afetam milhões de cidadãos.
Os serviços federais estão significativamente prejudicados, com milhões de trabalhadores correndo o risco, inclusive, de serem demitidos. O jornalista cita como exemplos a paralisação de parques nacionais, que ou fecham totalmente ou permanecem abertos, mas sem funcionários para operar.
Ele recorda um shutdown anterior, durante o governo Trump, em que o passeio turístico da Estátua da Liberdade foi interrompido, sendo salvo apenas pela intervenção e assunção do controle por parte do governo estadual de Nova York.
De acordo com o colunista, um dos setores que mais causam preocupação é o da aviação. Barão explica que o tráfego aéreo é controlado por uma agência do governo federal, e o risco de um "apagão" ou de sérios problemas nos aeroportos, que impeçam as pessoas de decolar no horário previsto, é real.
Setores essenciais de segurança, como o Pentágono, conseguem operar sob um esquema de emergência, mas a possibilidade de demissão de milhares de servidores federais permanece iminente.
O jornalista relata que o impasse político é agravado pela troca de acusações entre os partidos. Conforme Barão, o vice-presidente da Casa Branca acusa os democratas de exigirem aumento no orçamento para a saúde de imigrantes sem documentos, embora o colunista aponte que a afirmação sobre a saúde de imigrantes ilegais seja falsa.
Essa dinâmica de disparar inverdades torna muito mais difícil alcançar um acordo e pôr fim à crise.
Barão conclui que o cenário permanece incerto, pois os democratas não demonstram intenção de aprovar o orçamento nos moldes atuais.
O colunista enfatiza que, a cada dia que passa, o governo federal perde mais recursos, e a possibilidade de demissões em massa de funcionários públicos aumenta, prolongando os transtornos e a instabilidade no país.
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