De acordo com o jornalista Eduardo Barão, o governo de Donald Trump adotou uma controversa medida ao classificar cidades americanas como "zonas de guerra" e enviar tropas da Guarda Nacional para patrulhar esses locais.
Todas as cidades visadas, como Chicago, Los Angeles e até mesmo a pacata Portland, são governadas por democratas, o partido de oposição ao presidente. Essa iniciativa, conforme Barão, foi imposta unilateralmente, sem que houvesse qualquer pedido de apoio por parte dos prefeitos ou governadores dessas regiões.
A justificativa do presidente americano para a ação é a extrema violência nessas áreas. Ele chegou a classificar Chicago como a cidade mais violenta do mundo.
No entanto, o jornalista refuta tal alegação, afirmando que não há sustentação em números para a violência descrita. Barão, que esteve em Chicago recentemente, garante que a cidade não transmite a sensação de insegurança propagada pelo presidente, sugerindo que a narrativa de caos é exagerada ou fabricada.
A oposição democrata interpreta o envio de homens do exército como uma manobra para criar o caos e, principalmente, focar na questão da imigração, dando continuidade à política de deportação em massa do governo Trump. O colunista, e seu colega Megali, notam um padrão: todas as cidades que receberam o reforço federal estão em estados que votaram nos democratas nas últimas eleições.
Curiosamente, a cidade de Memphis, no Tennessee, que ostenta índices de violência comparáveis aos do Brasil e fica em um estado que apoiou Trump, não recebeu qualquer apoio da Guarda Nacional, reforçando a percepção de que a motivação é política.
O colunista também traz à tona a questão da inimputabilidade política de Donald Trump. Conforme Barão, a repetição de declarações absurdas, divagações e inverdades pelo presidente faz com que o público e a mídia se acostumem com esses discursos, o que deveria ser um escândalo, mas passa a ser visto como algo "normal" vindo dele.
O jornalista compartilha uma curiosa experiência: ao ouvir falas polêmicas de Trump com vozes diferentes, é possível ter a real dimensão das barbaridades ditas, que soariam como inaceitáveis se proferidas por qualquer outra pessoa.
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