
Benjamin Netanyahu pede perdão presidencial por acusações de corrupção.
AFP
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um pedido formal de perdão ao presidente israelense, Isaac Herzog, pelo caso em que é acusado de envolvimento em um esquema de corrupção.
Em 2019, ele foi indiciado por acusações de suborno, fraude e quebra de confiança. Netanyahu afirma que é inocente. As acusações resultaram em três processos diferentes, e ele ainda não foi condenado em nenhum deles.
Netanyahu é o único primeiro-ministro ainda em exercício na história de Israel a ser julgado pela Justiça.
No pedido, o premiê afirmou que os processos prejudicam a capacidade dele de governar o país. Além disso, disse que o perdão seria essencial para unificar novamente a sociedade israelense.
O pedido envolve dois documentos: uma carta assinada pelo primeiro-ministro e outra elaborada pelo advogado dele. Ambas serão enviadas ao Ministério da Justiça para análise e, em seguida, encaminhadas ao assessor jurídico da Presidência, que formulará pareceres adicionais para o presidente.
Apoio americano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou no início de novembro uma carta a Isaac Herzog pedindo que um indulto fosse concedido a Netanyahu.
“Embora eu respeite absolutamente a independência do sistema judiciário israelense e suas exigências, acredito que este ‘caso’ contra Bibi, que lutou ao meu lado por muito tempo, inclusive contra o Irã, um adversário muito difícil de Israel, é uma perseguição política e injustificada”, diz a carta.
*Estagiária sob supervisão de Eduardo Frumento
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