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Bergamo: Governo admite possível derrota na MP que compensa recuo do IOF

Conforme aponta Bergamo, o sinal mais eloquente da crise é o reconhecimento da fragilidade por parte do próprio Poder Executivo

Por Redação
REDAÇÃO

08/10/2025 • 09:07 • Atualizado em 08/10/2025 • 09:07

Mônica Bergamo

O governo federal se encontra em uma posição extremamente delicada no Congresso Nacional, pairando sobre ele o risco real de uma derrota política em pauta crucial. Essa possível rejeição concentra-se especificamente na Medida Provisória (MP) que busca estabelecer mecanismos para compensar a receita perdida com o recuo na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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Conforme aponta Bergamo, o sinal mais eloquente da crise é o reconhecimento da fragilidade por parte do próprio Poder Executivo. A admissão de que o texto pode não ser aprovado, segundo a colunista, sugere que a força da oposição ou a dissidência interna do bloco governista está mais robusta e articulada do que se esperava na Casa Legislativa. Para a jornalista, essa situação demonstra um erro de cálculo na estratégia de coordenação e negociação política.

De acordo com a colunista, o impacto desse cenário ultrapassa o campo político e atinge diretamente a esfera fiscal. A não aprovação da proposta, conforme Bergamo, compromete o esforço do Tesouro Nacional em fechar as contas e encontrar as fontes de receita substitutas, criando um novo e desafiador problema para o equilíbrio orçamentário e a estabilidade econômica do país.

Em suma, segundo a visão de Mônica Bergamo, este episódio sinaliza uma falha crítica na gestão do relacionamento com o Legislativo. A colunista conclui que a administração necessita reavaliar sua capacidade de mobilização de votos e garantir que as pautas essenciais para a saúde das contas públicas não sejam barradas pelos entraves e pelas disputas políticas que se desenham no parlamento.

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