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Bergamo: Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil vai à votação

Conforme Bergamo, a disputa acirra-se ao discutir a forma de custear esse benefício fiscal, momento em que a oposição busca impor obstáculos

Por Redação
REDAÇÃO

01/10/2025 • 09:16 • Atualizado em 01/10/2025 • 09:16

Mônica Bergamo

A Câmara dos Deputados se prepara para a deliberação do projeto que concede a isenção de Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil, uma medida considerada a principal promessa de campanha do atual governo. Segundo a colunista Mônica Bergamo, a ratificação da proposta é dada como certa, com expectativas de alcançar centenas de votos no plenário.

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A jornalista enfatiza que a confiança na aprovação é tamanha que a comunicação governista já trata a regra como se estivesse em vigor, um prenúncio do triunfo que o Executivo espera obter.

Contudo, conforme Bergamo, a disputa acirra-se ao discutir a forma de custear esse benefício fiscal, momento em que a oposição busca impor obstáculos. De acordo com a colunista, o Partido Liberal (PL) pretende apresentar uma emenda para elevar o limite de isenção para R$ 10 mil. A tática, embora sabidamente fadada ao insucesso, visa unicamente gerar atrito político e transferir o encargo de negar o benefício à classe média para o governo, numa clara "guerra de narrativas."

O cerne do impasse reside na proposta de tributação dos mais abastados. O projeto governamental prevê a taxação progressiva dos cidadãos com ganhos anuais superiores a R$ 600 mil, podendo atingir 10% sobre o montante para quem ultrapassar R$ 1,2 milhão.

A jornalista, entretanto, aponta forte resistência a esse modelo. Haverá um debate minucioso sobre as excepcionalidades, tentando isentar profissionais como advogados e arquitetos da nova cobrança.

Essa resistência tem levado a uma proposta alternativa de financiamento. Segundo Bergamo, a oposição sugere que os recursos para cobrir a isenção sejam obtidos através da tributação de bets e de instituições financeiras, em substituição à taxação dos mais ricos. No entanto, a colunista ressalta que o Executivo não acata essa ideia, pois já tem esses valores de arrecadação alocados para outros compromissos. Este imbróglio financeiro configura um intenso "cabo de guerra" na Câmara.

Apesar das tensões no plenário, a votação da isenção representa um momento político oportuno. A jornalista observa que a aprovação de uma medida popular é um triunfo para o governo, vindo após um período em que o Congresso esteve atolado em discussões controversas, como a "blindagem para deputado" e a possibilidade de "anistia para golpista." Conforme a colunista, o desfecho positivo da isenção de Imposto de Renda finalmente trará um tema melhor e mais palpável para o debate nacional.

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