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Bergamo: metanol pode ter sido usado para limpar garrafas falsas, diz PCSP

Conforme o delegado-geral da Polícia Civil paulista, Artur José Dian, consultado por Bergamo, o modo precário da limpeza seria o responsável pela intoxicação

Por Redação
REDAÇÃO

03/10/2025 • 11:05 • Atualizado em 03/10/2025 • 11:05

Mônica Bergamo

A Polícia Civil de São Paulo está investigando uma nova e alarmante hipótese para o escândalo da contaminação de bebidas alcoólicas com metanol, conforme noticiou a jornalista Mônica Bergamo, colunista BandNews FM.

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Segundo a jornalista, a linha de investigação sugere que as quadrilhas envolvidas na falsificação de destilados podem ter utilizado o metanol — uma substância tóxica — para higienizar as embalagens vazias, e não necessariamente para adulterar o volume do líquido.

Conforme o delegado-geral da Polícia Civil paulista, Artur José Dian, consultado por Bergamo, o modo precário da limpeza seria o responsável pela intoxicação. Ao usar o produto sem enxágue adequado ou remoção correta, resíduos de metanol permaneceriam nas garrafas. Esses vestígios, ao entrar em contato com a bebida falsa subsequentemente colocada nos recipientes, causariam a contaminação, que pode resultar em cegueira e óbito.

Conforme a colunista, o esquema criminoso funciona a partir da coleta de garrafas autênticas de bebidas premium — como gins, whiskies e vodkas — em bares e restaurantes. Esses recipientes, que deveriam ser descartados como lixo, são vendidos a coletores e, depois, repassados a destilarias clandestinas para serem reenchidos com o produto falsificado. Bergamo ressalta que essas garrafas têm grande valor no mercado ilegal, pois são cruciais para a falsificação ser bem-sucedida.

A jornalista observa que a falta de fiscalização sobre o destino dessas garrafas vazias agrava o problema. Embora a lei preveja a gestão de resíduos, há uma carência na fiscalização dos estabelecimentos comerciais. Conforme Bergamo, existe uma grande diferença entre a cobrança de taxas pelo estado e o efetivo exercício de suas funções básicas de vigilância para garantir a segurança pública. O perigo só se torna pauta séria quando ocorre uma tragédia.

Dessa forma, a Polícia Civil paulista não descarta a adulteração direta da bebida com metanol, mas a colunista enfatiza que a nova vertente de investigação concentra-se na limpeza inadequada das embalagens. O comércio ilegal das garrafas usadas, que são reintroduzidas no mercado de forma insalubre, é o ponto nevrálgico do esquema, demonstrando a ineficácia da fiscalização e a vulnerabilidade do consumidor.

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