
Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado
REUTERS/Jessica Koscielniak
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve denunciar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda nesta semana. A informação foi revelada, na manhã desta segunda-feira (22), pela jornalista Mônica Bergamo, colunista da BandNews FM.
A denúncia contra Eduardo se baseia nos crimes de coação no curso do processo, no contexto em que, nos Estados Unidos, atua para o governo americano sancionar o Brasil, economicamente, e autoridades do STF envolvidas na condenação do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.
De acordo com a colunista, a ação da PGR representa um agravamento na situação jurídica de Eduardo, já que, até então, não havia sofrido consequências diretas por suas articulações nos Estados Unidos. O deputado, indiciado pela Polícia Federal (PF) desde agosto, agora está prestes a se tornar réu no STF, o que muda o status de sua implicação no caso.
Conforme a análise de Bergamo, a investigação da PF foi motivada pela atuação do parlamentar junto ao governo do presidente americano, Donald Trump, para articular medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do STF.
Em resposta a essas articulações, o governo dos EUA anunciou sanções, como a aplicação de uma sobretaxa de 50% em produtos brasileiros, uma investigação comercial contra o Pix e sanções financeiras diretas ao ministro Alexandre de Moraes, além da suspensão do visto de sete ministros.
A jornalista recorda que o próprio procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi quem solicitou, em maio, a abertura da investigação da PF contra Eduardo e o pai. Com base nas apurações, Bergamo afirma ser muito provável que o ex-presidente também seja incluído na denúncia que será formalizada pela PGR.
Eduardo está licenciado desde março, quando se mudou para os Estados Unidos, sob alegação de perseguição política. Recentemente, ele foi nomeado líder da minoria do PL na Câmara, uma manobra da oposição para manter o mandato sem a necessidade de justificar as faltas e continuar exercendo suas atividades parlamentares, apesar de estar no exterior.
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