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Bergamo: STF adota uso do gênero correto para ministra Cármen Lúcia como relatora

De acordo com Bergamo, esta correção foi efetuada após um pedido formal da associação "Elas Pedem Vista"

Por Redação
REDAÇÃO

06/10/2025 • 09:22 • Atualizado em 06/10/2025 • 09:22

Mônica Bergamo

O Supremo Tribunal Federal (STF) implementou uma alteração em seu sistema processual para reconhecer formalmente o gênero feminino das magistradas, conforme noticiou a jornalista Mônica Bergamo, colunista da BandNews FM.

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Segundo a jornalista, a Corte agora utiliza o termo “relatora” quando o processo está sob a responsabilidade de uma ministra. Até o momento desta mudança, um absurdo persistia: o sistema empregava o termo masculino “relator”, mesmo para se referir à ministra Cármen Lúcia, a única mulher atualmente no colegiado.

De acordo com Bergamo, esta correção foi efetuada após um pedido formal da associação "Elas Pedem Vista". Embora o uso do gênero possa parecer um mero detalhe de pouca importância, a entidade argumentou que a falta de flexão simbolizava um profundo desequilíbrio institucional e um retrato da realidade das esferas de poder no Brasil.

A colunista enfatiza que, na prática, mesmo ao ascenderem a posições de destaque, as mulheres frequentemente eram tratadas de forma padronizada ao masculino.

Bergamo ressalta que a necessidade de tal ajuste é reveladora do panorama histórico da mais alta corte do país. A associação apontou que, em 134 anos de história do STF, apenas três mulheres ocuparam o cargo de ministra: Ellen Gracie, Rosa Weber e Cármen Lúcia.

Atualmente, Cármen Lúcia é a única representante feminina. O próximo ciclo de aposentadorias levanta uma grande preocupação, pois há uma expectativa de que o Tribunal possa ficar sem nenhuma integrante mulher nos próximos anos.

A jornalista conclui que a ausência de mulheres da estrita confiança do Presidente da República para indicações ao STF reflete as dinâmicas de poder brasileiras. Enquanto o reconhecimento da flexão de gênero possui sua importância simbólica, Bergamo afirma que o fundamental para a justiça brasileira é aumentar a presença feminina nos tribunais superiores, onde as decisões mais cruciais são tomadas.

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