Reinaldo Azevedo criticou a narrativa criada pela extrema-direita brasileira que tenta emplacar um suposto apoio do governo Lula ao Irã na guerra no Oriente Médio. No O É da Coisa desta segunda-feira (23), ele classificou a associação como “mentirosa” e defendeu a nota oficial do Itamaraty como um exemplo de diplomacia equilibrada e baseada no direito internacional.
“O bolsonarismo inventou que o governo brasileiro está apoiando o Irã na guerra. É mentira”, disse. “O Brasil está fazendo a coisa certa: se manifestando contra a guerra, contra ataques unilaterais e preventivos, que colocam a humanidade inteira em risco.”
Reinaldo destacou que a nota do Ministério das Relações Exteriores não exime o Irã de críticas, mas condena os ataques militares de Israel e dos Estados Unidos a instalações nucleares iranianas, por violarem normas internacionais e ameaçarem civis com contaminação radioativa. “Não foi isso também que se disse com razão, quando a Rússia atacou usinas na Ucrânia?”, questionou.
O jornalista ressaltou que a posição do Brasil segue sua tradição diplomática e é semelhante à de organismos como a ONU e a Agência Internacional de Energia Atômica. “A nota repudia os ataques e reitera o uso exclusivo de energia nuclear para fins pacíficos. Onde está o apoio ao Irã aqui?”, indagou.
O âncora também ironizou o fato de a articulação bolsonarista ter sido reproduzida por figuras como o deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. “Ele cobra neutralidade atacando uma nota neutra. É de um absurdo que desafia a lógica.”
Reinaldo também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou da Marcha para Jesus enrolado na bandeira de Israel. “Se ele fosse presidente da República, não faria isso. Ou, ao menos, a prudência recomendaria não fazê-lo”, afirmou. “Apoiar um dos lados de uma guerra não é posição de estadista.”
Ele também fez uma provocação aos evangélicos e às autoridades que adotam uma retórica belicista: “Que cristianismo é esse que não fala de paz, que não clama por cessar-fogo, que aceita a guerra como instrumento divino? Onde está esse Cristo? Em que parte do Novo Testamento se escondeu esse Cristo da guerra?”
Azevedo ainda lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou, no último final de semana, uma foto com Trump e Netanyahu, agradecendo a parceria e prometendo mudar o destino do Brasil caso tivesse maioria no Congresso. Para a ministra Gleisi Hoffmann, a imagem reforça a “submissão a interesses estrangeiros”.
No programa, Reinaldo acusou parte da direita de agir com hipocrisia e ignorância estratégica. “Essa aproximação com a extrema-direita israelense e americana não tem base religiosa ou geopolítica consistente. É oportunismo, ignorância e irresponsabilidade.”
*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.
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