
Bolsonaro em prisão domiciliar
Adriano Machado/Reuters
O ex-presidente Jair Bolsonaro relatou, durante a audiência de custódia realizada neste domingo (23), ter tido alucinações e uma “certa paranoia” na madrugada de sexta-feira (21) para sábado, devido aos medicamentos que tem tomado, o que, segundo ele, o levou a mexer na tornozeleira eletrônica. Ele acrescentou que os remédios teriam sido receitados por médicos diferentes.
Segundo a juíza auxiliar Luciana Sorrentino, a prisão foi realizada no sábado, por volta das seis da manhã, em razão da ação do ex-presidente ao tentar manipular o equipamento eletrônico.
Os medicamentos que Bolsonaro teria ingerido de forma inadequada foram pregabalina e sertralina. Ele afirma ter tido sono “picado” e, por isso, decidiu mexer na tornozeleira usando um ferro de solda. Completou ainda que estava acompanhado de sua filha, de seu irmão mais velho e de um assessor em casa, e que nenhum deles viu a tentativa de soltar o dispositivo.
Bolsonaro diz ter começado a manipular o equipamento tarde da noite e parado por volta da meia-noite. De acordo com ele, as demais pessoas que estavam no local dormiam e não perceberam qualquer movimentação.
O ex-presidente afirmou estar em “alucinação” no momento, acreditando que havia alguma escuta na tornozeleira, e tentou abrir a tampa do equipamento. Disse não se lembrar de ter tido outro surto dessa natureza e que começou a tomar um dos medicamentos cerca de quatro dias antes dos fatos.
Bolsonaro nega qualquer intenção de fuga e declara ter rompido anteriormente a cinta apenas em uma ocasião em que precisou realizar uma tomografia.
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